JuruaiaMG

11.543 habitantes · IBGE 3136900

IA

Resumo socioambiental

Juruaia/MG apresenta um quadro de saneamento básico frágil e abaixo dos padrões nacionais, ainda que com sinais recentes de melhoria em alguns indicadores. A cobertura de água atingiu 55,8% em 2024, com salto de 10 pontos percentuais em relação a 2023, mas ainda fica distante da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 27. A coleta de esgoto, por sua vez, é o ponto mais crítico: caiu de patamares próximos a 100% até 2021 para apenas 54,6% em 2024, uma retração de 45,4% no período, e o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2010, sem qualquer avanço. Esse cenário indica que, mesmo com parte dos domicílios conectados à rede coletora, todo o esgoto captado é despejado sem tratamento, o que representa risco sanitário e ambiental relevante.

Por outro lado, a gestão da rede de distribuição de água evoluiu positivamente: a perda de água caiu para 12,9% em 2024, quase 40% menor que em 2023 e bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (35,8%), colocando o município no percentil 10 (melhor desempenho relativo). Já os dados do Censo IBGE mostram retrocesso na coleta domiciliar de resíduos, que caiu de 79,7% em 2010 para 60,2% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%). Ainda assim, o percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos reduziu-se fortemente, de 20,3% para 4,3% no mesmo período, ficando melhor que a mediana nacional (14,9%), embora acima da média mineira (7,4%).

Em relação às emissões de gases de efeito estufa, o município apresenta trajetória favorável no total: 45.675 tCO₂e em 2024, queda de 29,9% frente a 2023 e bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 19. Contudo, as emissões por resíduos cresceram 29,2% na década, atingindo 4.410 tCO₂e em 2024 — movimento coerente com a queda na cobertura de coleta domiciliar registrada pelo Censo, sugerindo possível aumento de disposição inadequada e decomposição não gerenciada. As emissões de energia também subiram 11,7%, para 9.403 tCO₂e, embora ainda distantes da mediana nacional.

Em síntese, Juruaia avança na gestão hídrica (perdas e cobertura de água) e na redução de destino inadequado de resíduos, mas enfrenta retrocesso preocupante na coleta de esgoto e ausência total de tratamento sanitário, fatores que demandam prioridade de investimento público. A alta correlação entre queda na coleta domiciliar e aumento das emissões de resíduos reforça a necessidade de políticas integradas de saneamento e gestão de resíduos sólidos para reverter as tendências negativas identificadas nos últimos anos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.8%

2024

27
14.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

54.6%

2024

45
45.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

12.9%

2024

90
39.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.2%

2022

26
24.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.3%

2022

78
78.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

45.675 tCO₂e

2024

81
29.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.410 tCO₂e

2024

62
29.2% no período

Emissões de energia

SEEG

9.403 tCO₂e

2024

66
11.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.