JuruenaMT

10.149 habitantes · IBGE 5105176

IA

Resumo socioambiental

Juruena/MT apresenta quadro socioambiental misto, com destaque para a fragilidade no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 51,5% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 22 — entre os piores do país nesse quesito. Mais preocupante é a trajetória recente: após um pico atípico de 86,4% em 2022, a cobertura caiu para 40,7% em 2023 e recuperou-se parcialmente em 2024, sugerindo instabilidade operacional ou de dados no sistema local. Paralelamente, a perda de água chegou a 33,2% em 2024, valor próximo da mediana nacional (29,1%), mas com salto expressivo de +232,4% desde 2010, quando era de apenas 10%, indicando deterioração da infraestrutura de distribuição ao longo da década.

No esgotamento sanitário, a coleta domiciliar evoluiu de 58,7% (2010) para 74,8% (2022), aproximando-se da mediana nacional (76,9%), embora ainda distante da média de Mato Grosso (84,7%). Em contrapartida, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 23,9% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e do patamar estadual (11,2%), o que é coerente com o aumento das emissões de resíduos, que passaram de 8.394 tCO₂e (2010) para 11.697 tCO₂e (2024) — alta de 39,3% e percentil 70 nacional, reforçando a necessidade de ampliar tratamento e destinação adequada de efluentes e resíduos sólidos.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 884.168 tCO₂e em 2024, com forte queda de 64,9% frente a 2010, mas ainda seis vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 88 — entre os maiores emissores do país, refletindo provavelmente o peso do uso da terra e mudanças de cobertura vegetal, dado o pico atípico de 4,3 milhões de tCO₂e em 2023. As emissões de energia (23.322 tCO₂e em 2024) também superam a mediana nacional, ainda que com queda de 50,4% desde 2010.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidroclimáticos, mas não permite concluir ausência de vulnerabilidade, apenas indisponibilidade de dados recentes. Em síntese, Juruena enfrenta desafios estruturais em saneamento — sobretudo no abastecimento de água e na destinação de dejetos — que se relacionam diretamente ao aumento das emissões de resíduos, exigindo investimentos coordenados em infraestrutura hídrica e gestão de resíduos para reverter as tendências negativas identificadas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

51.5%

2024

22
5.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.2%

2024

41
232.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.8%

2022

47
27.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.9%

2022

34
42.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

884.168 tCO₂e

2024

12
64.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.697 tCO₂e

2024

30
39.3% no período

Emissões de energia

SEEG

23.322 tCO₂e

2024

46
50.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.