LacerdópolisSC

2.296 habitantes · IBGE 4209201

IA

Resumo socioambiental

Lacerdópolis/SC apresenta saneamento consolidado em coleta e destinação de resíduos sólidos, mas ainda em desenvolvimento no quesito água tratada. A cobertura de água atingiu 77,9% em 2022, com avanço expressivo de 29,1% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) mas ainda distante da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 52 do país. Já a gestão de resíduos domiciliares é destaque positivo: 93,0% dos domicílios têm coleta (percentil 85 nacional) e apenas 1,9% têm destino inadequado, redução de 80,1% desde 2010 — bem abaixo da mediana nacional de 14,9% e também melhor que a média estadual (3,2%).

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que chegou a 36,8% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da média de SC (34,6%), colocando o município no percentil 65 (pior que a maioria). Embora tenha recuado frente ao pico de 48,0% em 2021, a perda ainda é superior ao patamar histórico de ~27-30% observado até 2016, sugerindo que a expansão da cobertura de água não veio acompanhada de eficiência operacional equivalente — um desafio para o próximo ciclo de investimentos em infraestrutura hídrica.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 66.966 tCO₂e em 2024, com alta de 21% desde 2010, mas em trajetória de queda desde o pico de 2015 (83.957 tCO₂e) e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 29. As emissões de resíduos, coerentes com o bom desempenho em coleta e destinação, somaram 2.499 tCO₂e (percentil 19, bem abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), embora tenham crescido 26,8% no período, acompanhando provavelmente o aumento populacional e de renda. As emissões de energia recuaram 14,1% no período, para 5.084 tCO₂e em 2024, também abaixo da mediana nacional.

Do ponto de vista hídrico e de eventos extremos, o município registrou aumento na potência hidráulica instalada, de 10 MW para 17 MW entre 2023 e 2024 (alta de 77,8%), acima da mediana nacional. Os registros de seca (5 ocorrências em 2016) superam a mediana nacional (0), embora estejam muito abaixo do patamar médio de SC (857), enquanto não houve registros de cheia no mesmo ano. Esses dados, mais antigos que os demais indicadores, reforçam a necessidade de monitoramento atualizado da vulnerabilidade hídrica local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.5%

2024

43
2.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.3%

2024

25
20.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.0%

2022

85
3.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.9%

2022

89
80.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

17 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

17 MW

2024

61
77.8% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

66.966 tCO₂e

2024

71
21.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.499 tCO₂e

2024

81
26.8% no período

Emissões de energia

SEEG

5.084 tCO₂e

2024

79
14.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.