LadainhaMG

14.399 habitantes · IBGE 3137007

IA

Resumo socioambiental

Ladainha/MG apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos patamares nacionais. A cobertura de água atingiu 35,6% em 2024, contra mediana nacional de 73,2% e média mineira de 83,3% — o município ocupa apenas o percentil 9, um dos piores do país. A coleta de esgoto, de 25,9% (2024), também está muito distante da mediana nacional (59,9%) e estadual (78,2%), refletindo, inclusive, retrocesso expressivo em relação a anos anteriores, quando chegou a superar 90% (2013-2017). Mais grave ainda é o dado censitário de domicílios com coleta de resíduos, de apenas 11,1% (2022), com percentil 1 nacional, e o destino inadequado de resíduos atingindo 58,6% dos domicílios, quatro vezes a mediana do país (14,9%) e quase oito vezes a média mineira (7,4%), posicionando o município no percentil 97 — entre os piores do Brasil.

Um ponto positivo é o tratamento de esgoto, que alcançou 62,9% em 2024, acima da mediana nacional (33,3%) e estadual (44,6%), situando o município no percentil 70. Contudo, essa taxa de tratamento relativamente boa contrasta com a baixíssima cobertura de coleta: trata-se bem uma fração pequena do esgoto gerado, o que limita o impacto sanitário real. A perda de água na distribuição, de 27,0% (2024), está próxima da mediana nacional (29,1%) e chegou a superar 80% em 2017, indicando histórico de ineficiência operacional na rede, embora tenha melhorado nos últimos anos.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 232.871 tCO₂e em 2024, com queda de 23,9% frente a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 64. As emissões de resíduos, de 8.222 tCO₂e, superam a mediana do país (6.191 tCO₂e) e crescem 7,7% na década — coerente com a fragilidade da gestão de resíduos sólidos já identificada nos dados censitários. Já as emissões de energia (5.548 tCO₂e) permanecem bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), percentil 23, sugerindo baixa intensidade energética municipal.

Em síntese, Ladainha combina deficiências estruturais graves em água, esgoto e resíduos sólidos — com destaque negativo para a gestão de lixo doméstico — e um perfil de emissões moderado, mas com pressão crescente do setor de resíduos. A melhoria do tratamento de esgoto é um avanço pontual, mas insuficiente diante da baixíssima cobertura de coleta e da alta perda de água, indicando necessidade urgente de investimento em infraestrutura de saneamento básico como prioridade de política pública local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

35.6%

2024

9
31.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

25.9%

2024

20
12.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

62.9%

2024

70

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.0%

2024

56
111.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

11.1%

2022

1
59.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

58.6%

2022

3
19.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

232.871 tCO₂e

2024

36
23.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.222 tCO₂e

2024

40
7.7% no período

Emissões de energia

SEEG

5.548 tCO₂e

2024

77
45.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.