Lafaiete CoutinhoBA

4.221 habitantes · IBGE 2918704

IA

Resumo socioambiental

Lafaiete Coutinho apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque negativo para o saneamento de água e positivo para o controle de perdas e emissões. A cobertura de água caiu para 49,8% em 2022, recuo de 20,8% frente à série histórica e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 20 do país — ou seja, entre os piores em acesso à água tratada. Em contrapartida, a perda de água na distribuição é de apenas 10,6% (2022), consideravelmente inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (35,0%), colocando o município no percentil 8, o que indica um sistema de distribuição relativamente eficiente apesar da baixa cobertura.

No esgotamento sanitário, a coleta atingiu 82,0% em 2021, com crescimento expressivo de 43,7% desde 2010 e acima da média baiana (63,0%), embora ainda abaixo da mediana nacional (87,8%). Contudo, o tratamento de esgoto é 0,0% em todos os anos da série (2010–2022), configurando uma lacuna crítica: todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, o que compromete os ganhos obtidos na coleta e representa risco sanitário e ambiental relevante, especialmente combinado com a queda na cobertura de água.

Do lado dos resíduos domiciliares, houve avanço: a coleta atende 79,8% dos domicílios (2022), alta de 13,2 pontos desde 2010 e acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (69,0%). O destino inadequado caiu para 15,9%, redução de 46,1% em relação a 2010, ficando próximo da mediana nacional (14,9%). Essa melhora na gestão de resíduos, porém, é acompanhada por aumento nas emissões do setor de resíduos, que subiram 83,5% desde 2010, atingindo 2.409 tCO₂e em 2024 — ainda assim bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 17.

Em relação às emissões totais de GEE, o município registrou 73.224 tCO₂e em 2024, com queda de 16,0% frente a 2010, mantendo-se abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 31. Chama atenção o salto nas emissões de energia, que passaram de 1.576 tCO₂e (2023) para 5.064 tCO₂e em 2024, alta de 398,2% na série, embora o valor absoluto ainda seja modesto frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de eventos extremos da ANA (2016) mostram 1 ocorrência de cheia e 9 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), sinalizando vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de investimentos em tratamento de esgoto e recuperação da cobertura de água potável.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.4%

2024

25
7.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

82.0%

2021

43.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

19.0%

2024

78

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.8%

2022

55
13.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.9%

2022

48
46.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

73.224 tCO₂e

2024

69
16.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.409 tCO₂e

2024

83
83.5% no período

Emissões de energia

SEEG

5.064 tCO₂e

2024

79
398.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.