Lago do JuncoMA

9.700 habitantes · IBGE 2105807

IA

Resumo socioambiental

Lago do Junco/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico em 2022. A cobertura de água atinge apenas 31,3% dos domicílios, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 7 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. A situação é agravada pela perda de água de 75,7%, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média do Maranhão (56,3%), colocando o município no percentil 98 (pior extremo). Essa combinação revela ineficiência estrutural grave: o município produz pouca água tratada e ainda perde a maior parte dela na distribuição, o que compromete diretamente o acesso da população.

O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante. A coleta de esgoto caiu de 38,3% em 2010 para 20,6% em 2022, retrocesso de 46,3% no período, enquanto o destino inadequado de dejetos, embora tenha reduzido de 61,7% para 51,8%, ainda afeta mais da metade dos domicílios — patamar muito acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (29,4%), no percentil 93. Essa carência de infraestrutura sanitária tende a se refletir nas emissões de resíduos, que somaram 3.442 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a baixa emissão decorre mais da escala reduzida do município do que de gestão eficiente de resíduos.

Em relação às emissões totais de GEE, o município registrou 186.184 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 58, com trajetória de forte oscilação — destaque para o pico de 454.840 tCO₂e em 2022, provavelmente associado a uso da terra ou mudanças de cobertura vegetal, seguido de recuo em 2023 e 2024. As emissões de energia cresceram 92,7% desde 2010, chegando a 3.236 tCO₂e em 2024, ainda distante da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 13.

Quanto a eventos hídricos extremos, o município registrou 2 ocorrências de cheia em 2016, acima da mediana nacional (0), no percentil 87, sem registros de seca no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) mas superior à média estadual (2,714), no percentil 50 — indicando vulnerabilidade moderada, compatível com o quadro atual de baixíssima cobertura e alta perda de água, que exige investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento para reverter a tendência de deterioração observada na última década.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

26.0%

2024

5
16.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

75.9%

2024

4
4.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

20.6%

2022

2
46.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

51.8%

2022

7
16.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

186.184 tCO₂e

2024

42
30.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.442 tCO₂e

2024

71
20.0% no período

Emissões de energia

SEEG

3.236 tCO₂e

2024

87
92.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.