Lagoa GrandePE
24.952 habitantes · IBGE 2608750
Resumo socioambiental
Lagoa Grande/PE apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes no saneamento de esgoto contrastando com fragilidades persistentes no abastecimento de água e nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 59,2% em 2024, valor abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (71,4%), posicionando o município no percentil 31 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 59,6% em 2024 (percentil 90, entre as piores do país), indicando ineficiência operacional significativa que compromete a disponibilidade do recurso mesmo diante de possível capacidade instalada.
Em contrapartida, o esgotamento sanitário mostra desempenho superior à média nacional: a coleta de esgoto alcançou 76,7% (percentil 66) e o tratamento atingiu 66,1% (percentil 73), ambos acima da mediana do Brasil e do Pernambuco. Essa evolução no tratamento, partindo de patamares residuais em 2011, sugere investimentos efetivos na área, embora a série histórica revele oscilações abruptas (como a queda para 22,6% na coleta em 2020), o que aponta para descontinuidade na gestão ou possíveis inconsistências de reporte ao SNIS. Ainda assim, o Censo 2022 indica que 25,5% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, acima da mediana nacional (14,9%), evidenciando que a cobertura formal de esgoto não se traduz integralmente em atendimento domiciliar adequado.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 192.833 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com variação de +107,1% desde 2010, embora tenham recuado frente ao pico de 2022 (275.683 tCO₂e). As emissões de resíduos cresceram de forma consistente (+46,9% no período, chegando a 19.299 tCO₂e), superando amplamente a mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 82) — um sinal de alerta que dialoga diretamente com a lacuna de tratamento de esgoto e destinação inadequada de dejetos identificada no Censo. As emissões de energia também mais que dobraram (+105,8%), refletindo maior consumo associado ao desenvolvimento local.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram exposição relevante à seca, com 23 registros (percentil 100, o mais alto possível) e 1 registro de cheia (percentil 76), sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de reduzir perdas de água e ampliar a cobertura de abastecimento. Em síntese, o município avançou no tratamento de esgoto, mas precisa priorizar a redução de perdas hídricas, a ampliação da cobertura de água e o controle das emissões de resíduos para consolidar uma trajetória sustentável.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
76.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
66.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
59.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
71.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
192.833 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
19.299 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
34.534 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
23
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
