LagoaPB

4.502 habitantes · IBGE 2508109

IA

Resumo socioambiental

Lagoa/PB apresenta quadro socioambiental frágil, marcado por saneamento incompleto e vulnerabilidade climática acima da média nacional. A cobertura de água atingiu 59,9% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média da Paraíba (77,2%), posicionando o município no percentil 30 do país. Mais preocupante é a perda de água, que saltou de níveis muito baixos (2,5% em 2013) para 43,4% em 2022 — variação de +292,8% no período — superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a UF (37,3%), o que indica ineficiência crescente na gestão da rede e desperdício de um recurso já escasso na região.

No esgotamento sanitário, a coleta evoluiu expressivamente, de 34,9% (2012) para 87,3% (2020), ficando praticamente equiparada à mediana nacional (87,8%) e superando a média estadual (64,8%). Contudo, esse avanço é neutralizado pela ausência total de tratamento: 0,0% em todos os anos da série, enquanto o Brasil trata 37,7% e a Paraíba 42,7%. Ou seja, o esgoto é coletado mas despejado sem tratamento, o que compromete corpos d'água e a saúde pública, exigindo investimento prioritário em estações de tratamento. Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, a coleta chegou a 60,3% em 2022 (percentil 26 nacional), e o destino inadequado, embora tenha caído de 51,9% para 37,6%, ainda é mais que o dobro da mediana nacional (14,9%), situando o município no percentil 83 — entre os piores do país nesse quesito.

As emissões de GEE mais que dobraram entre 2010 e 2024 (7.443 para 15.912 tCO₂e, +113,8%), com pico de 32.464 tCO₂e em 2023, refletindo forte volatilidade, provavelmente ligada a uso da terra. As emissões de resíduos cresceram de forma constante e moderada (+27,6%), consistentes com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e de destinação adequada de resíduos, enquanto as emissões de energia mais que dobraram (+131,9%), acompanhando possível eletrificação ou uso de combustíveis. Mesmo assim, em termos absolutos o município permanece com emissões muito inferiores à mediana nacional, situando-se nos percentis mais baixos (6 a 16).

Do ponto de vista climático, os registros de 2016 mostram exposição relevante a eventos extremos: 2 registros de cheia (percentil 87) e 14 de seca (percentil 93), sinalizando vulnerabilidade hídrica que se conecta diretamente à crescente perda de água na rede de abastecimento. O quadro geral aponta para a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura de tratamento de esgoto, redução de perdas hídricas e destinação adequada de resíduos, áreas em que Lagoa está aquém dos parâmetros nacionais e estaduais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.2%

2024

18
6.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

87.3%

2020

150.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

37.2%

2024

33
108.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.3%

2022

26
25.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.6%

2022

17
27.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

15.912 tCO₂e

2024

94
113.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.324 tCO₂e

2024

84
27.6% no período

Emissões de energia

SEEG

3.087 tCO₂e

2024

88
131.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.