Lagoa SecaPB
29.053 habitantes · IBGE 2508307
Resumo socioambiental
Lagoa Seca/PB apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 50,1% em 2022, evoluindo positivamente (+41,4% desde 2008), mas ainda distante da mediana nacional de 76,5% e do patamar estadual de 77,2%, posicionando o município no percentil 20 do país. A situação do esgotamento sanitário é mais grave: a coleta de esgoto caiu para 3,0% em 2021 (percentil 3 nacional, ante mediana de 87,8%), e o tratamento, com apenas 1,7% em 2022, opera muito aquém da mediana nacional (37,7%) e estadual (42,7%), sustentado por uma única ETE no município desde 2020.
A perda de água na distribuição, embora tenha caído significativamente (-50,2% desde 2008), ainda é de 33,8% em 2022 — pior que a mediana nacional (29,9%), embora melhor que a média estadual (37,3%). O baixo tratamento de esgoto tem relação direta com o quadro de destinação inadequada de dejetos domiciliares, que apesar de recuar para 21,0% em 2022, permanece acima da mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%), evidenciando déficit estrutural que compromete a qualidade dos corpos hídricos e a saúde pública.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 48.046 tCO₂e em 2024, com alta de 34,7% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 20. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões do setor de resíduos, que saltaram 77,9% no período, atingindo 12.221 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 72) —, o que reflete diretamente a fragilidade do sistema de coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos. As emissões de energia também cresceram (+32,5%), somando 25.533 tCO₂e, acima da mediana nacional.
Por fim, os registros históricos de eventos climáticos extremos (2016) indicam maior exposição relativa à seca, com 15 registros classificados no percentil 95 nacional, contra apenas 1 registro de cheia (percentil 76). Esse cenário reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão de resíduos, tanto para reduzir riscos à saúde pública quanto para conter a trajetória de crescimento das emissões setoriais, especialmente diante da vulnerabilidade hídrica já evidenciada.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
42.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
1.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
45.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
48.046 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.221 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
25.533 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
15
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
