LagoãoRS

5.429 habitantes · IBGE 4311254

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Resumo socioambiental

Lagoão/RS apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atinge apenas 32,4% (2022), contra mediana nacional de 76,5% e média gaúcha de 88,1%, posicionando o município no percentil 7 — entre os piores do país. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta caiu de patamares próximos a 99,7% (2016) para 34,7% (2020), retrocesso de -29,1%, e o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde ao menos 2010, enquanto a mediana nacional já alcança 37,7%. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos em domicílios atinge 58,3% (2022), muito acima da mediana nacional de 14,9% e da UF (4,5%), colocando o município no percentil 97 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar da melhora frente a 72,8% em 2010.

Por outro lado, a perda de água na distribuição é um ponto relativamente positivo: 12,3% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), embora a série mostre grande instabilidade (de 0,6% em 2021 a 12,3% em 2022), sugerindo fragilidade na consistência do monitoramento operacional. A coleta domiciliar de resíduos também é baixa, 38,2% (2022), ante mediana nacional de 76,9%, reforçando o padrão de infraestrutura sanitária deficitária que se reflete tanto na saúde pública quanto nas emissões de resíduos.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 267.037 tCO₂e em 2024, alta de 15,4% em relação a 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 67. As emissões de resíduos (2.968 tCO₂e) e de energia (6.245 tCO₂e) são inferiores à mediana nacional, indicando que o principal vetor de emissões do município está fora desses dois setores, provavelmente ligado a uso da terra ou agropecuária. Vale notar que o crescimento de 54% nas emissões de energia desde 2010 acompanha o aumento populacional e de atividades, exigindo atenção em políticas de eficiência energética.

Quanto a eventos hidroclimáticos, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 5 de seca em 2016, ambas acima da mediana nacional (zero), embora o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguale a mediana nacional e supere a média estadual (3,895), indicando expectativa de resiliência hídrica futura. Em síntese, Lagoão enfrenta um dos cenários mais críticos de saneamento do país, com tratamento de esgoto inexistente e cobertura de água insuficiente, o que demanda investimento prioritário e urgente em infraestrutura sanitária, com potencial de mitigar tanto riscos à saúde pública quanto emissões associadas ao manejo inadequado de resíduos e efluentes.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

31.9%

2024

8
19.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

34.7%

2020

29.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

26.8%

2024

56
28.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

38.2%

2022

7
40.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

58.3%

2022

3
19.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

267.037 tCO₂e

2024

33
15.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.968 tCO₂e

2024

76
12.6% no período

Emissões de energia

SEEG

6.245 tCO₂e

2024

75
54.0% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.