Lajeado GrandeSC

1.771 habitantes · IBGE 4209458

IA

Resumo socioambiental

Lajeado Grande/SC apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços notáveis em coleta de resíduos e destinação domiciliar, mas fragilidades importantes na gestão da água. A cobertura de abastecimento atingiu 64,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar estadual (90,1%), posicionando o município no percentil 35 do país. Mais preocupante é a trajetória recente: após picos de até 90,0% em 2017, a cobertura recuou para os patamares atuais, indicando possível instabilidade na operação ou nos dados reportados ao SNIS/SINISA. Esse recuo é acompanhado por perda de água elevada, de 47,4% em 2022 — bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%), colocando o município no percentil 82 (pior faixa) —, sugerindo que parte relevante do esforço de captação e tratamento se perde antes de chegar ao consumidor, o que pode explicar a queda na cobertura efetiva.

Em contraste, a gestão de resíduos sólidos evoluiu positivamente. A coleta domiciliar alcançou 92,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), com forte expansão desde 2010 (53,4%). Paralelamente, o destino inadequado de resíduos caiu para 7,9%, uma redução de 83,1% em relação a 2010, embora ainda acima do valor de referência estadual (3,2%). Essa melhora na destinação, contudo, não se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 42,9% desde 2010, atingindo 2.126 tCO₂e em 2024 — valor bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta, o que merece monitoramento à medida que a cobertura de coleta se consolida.

No balanço de emissões totais de GEE, o município permanece em patamar baixo frente ao país, com 42.108 tCO₂e em 2024 (percentil 17, mediana nacional de 138.513 tCO₂e), mas com crescimento de 63,4% desde 2010. As emissões de energia mais que dobraram no período (+112,4%, chegando a 4.564 tCO₂e), acompanhando o aumento das emissões de resíduos, enquanto o setor segue com participação pequena no total nacional e estadual. Os registros de eventos extremos disponíveis (2016) mostram exposição relevante a secas (5 registros, percentil 76) e cheias (1 registro, percentil 76), indicando vulnerabilidade climática que reforça a importância de reduzir perdas de água e ampliar a resiliência da infraestrutura hídrica local.

Em síntese, o município avançou de forma consistente na universalização da coleta de resíduos, mas enfrenta um desafio estrutural na área de saneamento hídrico, com perdas de água muito acima do padrão nacional e cobertura de abastecimento em queda recente. Investimentos em redução de perdas na rede tendem a ter efeito direto na recuperação da cobertura de água, ao mesmo tempo em que o crescimento das emissões de energia e resíduos, ainda que modesto em termos absolutos, sinaliza a necessidade de monitoramento contínuo para manter a trajetória favorável frente às médias nacionais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.3%

2024

24
12.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

48.0%

2024

18

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.0%

2022

82
72.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.9%

2022

66
83.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.108 tCO₂e

2024

83
63.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.126 tCO₂e

2024

86
42.9% no período

Emissões de energia

SEEG

4.564 tCO₂e

2024

80
112.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.