Lajeado NovoMA

7.227 habitantes · IBGE 2105989

IA

Resumo socioambiental

Lajeado Novo/MA apresenta quadro de saneamento crítico, com pontos de melhoria pontual em meio a défices estruturais amplos. A cobertura de água atingiu 46,1% em 2022, com salto expressivo de +69,6% desde 2018, mas ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 16 do país. A perda de água, por sua vez, teve queda acentuada, de 18,8% (2018) para 7,4% (2022), variação de -59,7%, ficando bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e do Maranhão (56,3%) — um dos poucos indicadores em que o município supera o cenário estadual e nacional.

O esgotamento sanitário, contudo, revela fragilidade grave: a coleta estagnou em 26,0% (2018, último dado disponível), com leve queda de -1,8% desde 2015, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e também inferior à média do estado (33,9%). Chama atenção o tratamento de esgoto de 100,0% ao longo de toda a série (2015–2018), superando amplamente a mediana nacional (37,7%) e estadual (21,4%) — indicando que, apesar da baixa cobertura de coleta, todo o esgoto captado é tratado. Essa combinação sugere sistema de pequena escala, eficiente no tratamento, mas com alcance populacional insuficiente. No âmbito domiciliar, a coleta de resíduos chega a 57,1% dos domicílios (estável desde 2010), e o destino inadequado de resíduos ainda atinge 36,3% das residências em 2022, valor superior à mediana nacional (14,9%) e ao estado (29,4%), colocando o município no percentil 82 (pior faixa) nesse indicador.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 563.917 tCO₂e em 2024, com alta de 31,3% desde 2010 e picos voláteis na série (como 825.748 tCO₂e em 2023), posicionando o município no percentil 82 nacional — entre os mais emissores relativos. As emissões de energia cresceram de forma acentuada (+201,2% desde 2010, alcançando 14.094 tCO₂e em 2024), enquanto as emissões de resíduos, embora de menor magnitude absoluta (3.497 tCO₂e), cresceram +48,6% no período, movimento coerente com a persistência de destinação inadequada de resíduos sólidos identificada no Censo. Não há registros relevantes de eventos hidrológicos extremos além de uma ocorrência de cheia em 2016.

Em síntese, o município avançou em infraestrutura hídrica (redução de perdas e ampliação da cobertura de água), mas mantém lacunas estruturais em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, refletidas no aumento das emissões associadas a esses setores. A convergência entre baixa coleta de esgoto, alto índice de destino inadequado de resíduos e crescimento das emissões setoriais aponta para a necessidade de investimentos integrados em saneamento básico como estratégia prioritária de mitigação socioambiental.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

46.1%

2022

16
69.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

26.0%

2018

1.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2018

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

7.4%

2022

95
59.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

57.1%

2022

22
0.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

36.3%

2022

18
15.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

563.917 tCO₂e

2024

18
31.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.497 tCO₂e

2024

70
48.6% no período

Emissões de energia

SEEG

14.094 tCO₂e

2024

56
201.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.