LajeadoTO
3.520 habitantes · IBGE 1712009
Resumo socioambiental
Lajeado/TO apresenta avanço expressivo no acesso a serviços básicos, mas com sinais de alerta na gestão operacional do saneamento. A cobertura de água atingiu 97,6% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (86,6%), posicionando o município no percentil 82. Da mesma forma, a coleta de resíduos domiciliares alcançou 89,6% em 2022, superando a mediana do país (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 10,0%, abaixo da mediana nacional (14,9%). Esses números indicam que o município ampliou consistentemente o acesso à infraestrutura básica na última década.
Por outro lado, a perda de água na distribuição é o ponto mais crítico do dossiê: saltou de patamares abaixo de 15% até 2014 para 58,8% em 2022, um aumento de 300,8% no período e muito acima da mediana nacional (29,9%) e estadual (34,3%), colocando Lajeado no percentil 92 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Isso sugere que, apesar da cobertura elevada, a rede de abastecimento sofre com perdas físicas ou de gestão que comprometem a eficiência do sistema, mesmo com a boa cobertura formal.
No âmbito de emissões, o total de GEE do município caiu para 68.531 tCO₂e em 2024 (-36% frente a 2010), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 29. Contudo, as emissões de resíduos seguem em trajetória de alta, atingindo 36.100 tCO₂e em 2024 (+64,5% desde 2010), muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 91 — um resultado coerente com o crescimento da coleta domiciliar, que amplia o volume disposto e, consequentemente, as emissões do setor. As emissões de energia permanecem moderadas (6.180 tCO₂e, percentil 25), e a capacidade hidráulica instalada é pequena (2 MW), bem abaixo da mediana nacional (10 MW).
Em síntese, Lajeado combina bons indicadores de acesso a água e coleta de resíduos com dois desafios estruturais: as elevadas perdas no sistema de abastecimento e o crescimento das emissões associadas à destinação de resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca no ano disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático recente, mas os dados de saneamento indicam necessidade de investimento em manutenção da rede hídrica e em soluções de tratamento de resíduos para reverter as tendências de perda e emissão observadas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
68.531 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
36.100 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.180 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
