LajedinhoBA

3.621 habitantes · IBGE 2919009

IA

Resumo socioambiental

Lajedinho/BA apresenta quadro socioambiental preocupante, com saneamento básico abaixo dos padrões nacionais e sinais de deterioração recente na infraestrutura hídrica. A cobertura de água atingiu 66,4% em 2022, ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 38. Mais crítico é o indicador de perda de água, que saltou para 59,1% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e do valor da UF (35,0%), colocando o município no percentil 92, entre os piores do país. Essa perda elevada, associada à queda de cobertura observada entre 2019 (76,9%) e 2020 (62,2%), sugere problemas de manutenção e gestão da rede que comprometem a eficiência do sistema mesmo diante de possível expansão da infraestrutura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do dossiê. A coleta de esgoto caiu de 85,5% em 2012 para apenas 36,7% em 2021, uma retração de 57,1%, posicionando Lajedinho no percentil 20 nacional — muito abaixo da mediana (87,8%) e mesmo da UF (63,0%). O tratamento de esgoto, por sua vez, está em 18,0% (2022), também aquém da mediana nacional (37,7%). Essa combinação se reflete nos dados censitários: o destino inadequado de dejetos atinge 45,4% dos domicílios (2022), no percentil 90 — entre os piores do Brasil —, embora tenha melhorado em relação a 2010 (67,3%). A coleta domiciliar de resíduos, em 53,1%, também permanece abaixo da mediana nacional (76,9%). Paradoxalmente, as emissões de GEE associadas a resíduos são baixas (1.299 tCO₂e em 2024, percentil 4), o que não indica boa gestão, mas sim o pequeno porte populacional do município.

Quanto às emissões totais de GEE, houve redução de 36,7% entre 2010 e 2024, chegando a 116.642 tCO₂e, próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 45). Chama atenção a oscilação abrupta entre 2023 (35.708 tCO₂e) e 2024, um salto que merece investigação quanto à sua origem, possivelmente ligada a mudanças no setor de energia, cujas emissões cresceram 17,0% no último ano (22.398 tCO₂e), acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Por fim, os registros de eventos climáticos extremos (2016) indicam vulnerabilidade hídrica: 2 registros de cheia (percentil 87) e 8 de seca (percentil 83) situam o município entre os mais afetados do país nesse recorte. Combinado com a alta perda de água na rede e a baixa cobertura de esgotamento, esse histórico reforça a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento e gestão hídrica, tanto para reduzir riscos ambientais quanto para melhorar indicadores sociais básicos da população.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.5%

2024

32
11.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

15.3%

2024

12
82.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

18.8%

2024

40

Perda de água

SNIS/SINISA

47.2%

2024

20
34.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.1%

2022

18
62.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

45.4%

2022

10
32.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

116.642 tCO₂e

2024

55
36.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.299 tCO₂e

2024

96
4.0% no período

Emissões de energia

SEEG

22.398 tCO₂e

2024

47
17.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.