LajedoPE

41.786 habitantes · IBGE 2608800

IA

Resumo socioambiental

Lajedo/PE apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre o abastecimento de água e o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, universalização mantida desde 2016 e muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (86,7%), colocando o município no percentil 100 do país. A perda de água, embora ainda alta em termos absolutos, caiu significativamente de 55,2% (2008) para 33,6% (2022), uma redução de 39,2% no período, ficando abaixo da média de Pernambuco (43,5%), ainda que acima da mediana nacional (29,9%). Em contrapartida, o tratamento de esgoto é inexistente, com 0,0% em 2022, bem distante da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,7%), evidenciando uma lacuna crítica de infraestrutura que compromete a qualidade ambiental e de saúde pública local.

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcançou 83,2% em 2022, superior à mediana nacional (76,9%) e à média estadual (76,8%), com leve avanço em relação a 2010 (82,1%). O destino inadequado de resíduos também recuou, de 17,9% para 14,7%, ficando praticamente no patamar da mediana nacional (14,9%). Essa melhora relativa na coleta, contudo, não se refletiu nas emissões de resíduos, que cresceram 38,9% entre 2010 e 2024, atingindo 22.422 tCO₂e — valor bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 85, o que sugere que o aumento da coleta ainda não veio acompanhado de destinação final ambientalmente adequada (como compostagem ou reaproveitamento).

O perfil de emissões de GEE do município é preocupante: o total saltou de 113.937 tCO₂e (2010) para 195.806 tCO₂e (2024), alta de 71,9%, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando Lajedo no percentil 60. As emissões de energia mais que dobraram no período, chegando a 73.711 tCO₂e (percentil 76), enquanto as de resíduos também mantêm trajetória ascendente, reforçando que o crescimento das emissões está associado tanto ao consumo energético quanto à gestão de resíduos sem tratamento adequado de esgoto e disposição final.

Quanto a eventos hidrológicos, não houve registros de cheia em 2016, mas foram identificadas 11 ocorrências de seca no mesmo ano, indicador relevante dado o contexto climático do semiárido pernambucano. Em síntese, Lajedo destaca-se positivamente no acesso à água e na evolução da coleta de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais expressivos no tratamento de esgoto e no controle de emissões, que devem orientar prioridades de investimento público nos próximos ciclos de planejamento ambiental.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.7%

2024

73
3.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

70.0%

2024

59
220.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

33.6%

2024

40
41.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.2%

2022

62
1.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.7%

2022

50
17.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

195.806 tCO₂e

2024

40
71.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

22.422 tCO₂e

2024

15
38.9% no período

Emissões de energia

SEEG

73.711 tCO₂e

2024

24
73.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.