LambariMG
20.950 habitantes · IBGE 3137809
Resumo socioambiental
Lambari/MG apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no acesso a serviços de saneamento, mas lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 74,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 47. Já a coleta de esgoto está em patamar elevado, 99,6% em 2021, superior à mediana do Brasil (87,8%) e à UF (85,0%), colocando Lambari no percentil 71. Contudo, esse esgoto coletado não recebe tratamento algum: o índice de tratamento é 0,0% desde 2008, contra mediana nacional de 37,7% e mineira de 44,5% em 2022, o que representa um gargalo grave, já que todo o volume captado é lançado sem tratamento nos corpos hídricos, mesmo havendo uma ETE registrada no município (2020).
A perda de água na distribuição é outro ponto de atenção: o indicador saltou para 48,5% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), situando o município no percentil 83 (pior faixa). A trajetória é preocupante, pois entre 2016 e 2018 as perdas chegaram a ficar próximas de zero, sugerindo possível mudança metodológica ou deterioração da infraestrutura operacional, com reversão acentuada nos últimos anos. Em contrapartida, os indicadores domiciliares do Censo são favoráveis: a destino inadequado de resíduos caiu para 3,2% em 2022 (ante 8,2% em 2010), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), embora a coleta domiciliar tenha recuado para 86,5%, ainda próxima da média estadual (86,1%).
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 71.192 tCO₂e em 2024, uma redução de 12,4% frente ao ano anterior, e o município permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 30. Entretanto, essa melhora agregada esconde tendências setoriais preocupantes: as emissões de resíduos cresceram 44,4% desde 2010 até 2024, atingindo 8.376 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e pode refletir também a gestão de resíduos sólidos. As emissões de energia também subiram fortemente, 67,7% no período, chegando a 25.984 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando maior consumo energético local sem correspondente ganho de eficiência.
Em síntese, Lambari avançou na universalização da coleta de esgoto e na redução de destinação inadequada de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais relevantes: ausência total de tratamento de esgoto, perdas de água crescentes e tendência de alta nas emissões de resíduos e energia. Para gestores, a prioridade deveria ser a implantação de tratamento de esgoto — dado que a infraestrutura de coleta já é robusta — associada a um plano de redução de perdas hídricas, medidas que trariam ganhos ambientais coordenados e maior eficiência dos investimentos já realizados em saneamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
78.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
51.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
71.192 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.376 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
25.984 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
