Laranja da TerraES

11.572 habitantes · IBGE 3203163

IA

Resumo socioambiental

Laranja da Terra/ES apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 28,2% em 2022, situando o município no percentil 5 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e do patamar capixaba de 83,5%. A coleta de esgoto, de 45,4% em 2021, também está aquém da mediana nacional (87,8%), embora supere a mediana do Espírito Santo (69,8%), posicionando o município no percentil 24. Chama atenção a queda histórica desse indicador desde 2007 (52,3%), sugerindo estagnação ou retrocesso na expansão da rede coletora ao longo de mais de uma década.

Por outro lado, o tratamento de esgoto, com 50,1% em 2022, supera tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a estadual (44,6%), posicionando o município no percentil 57 — resultado coerente com a existência de 7 ETEs registradas em 2020, muito acima da mediana nacional de 1 unidade (percentil 98). Essa combinação indica que o problema central não é a capacidade de tratamento, mas a baixa cobertura de coleta e abastecimento, evidenciada também pelos dados censitários: apenas 45,8% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 11) e 31,6% ainda têm destino inadequado de dejetos, percentual quase o dobro da mediana nacional (14,9%), apesar da forte redução frente aos 54,3% de 2010.

No âmbito das emissões, o município mostra trajetória favorável: as emissões totais de GEE caíram para 51.185 tCO₂e em 2024, redução de 69,3% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 22. As emissões de resíduos, contudo, cresceram 21,6% no período, atingindo 4.750 tCO₂e em 2024 — tendência oposta à observada nas emissões totais, e que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta domiciliar, indicando potencial de mitigação via ampliação da gestão de resíduos sólidos. As emissões de energia também subiram 60% desde 2010, refletindo possivelmente o crescimento do consumo elétrico associado à pequena capacidade hidráulica instalada (11 MW, estável desde 2021).

Do ponto de vista hidrológico, o município registrou 6 ocorrências de cheia em 2016, no percentil 99 nacional, indicando vulnerabilidade a eventos extremos de precipitação, enquanto não há registros de seca no mesmo ano. A perda de água na distribuição, de 19,2% em 2022, está abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (29,0%), mas apresentou alta de 45% desde 2008, sinalizando deterioração da infraestrutura que merece atenção prioritária, sobretudo diante da já reduzida cobertura de abastecimento no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

25.2%

2024

5
2.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

15.5%

2024

12
70.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

49.6%

2024

61
46.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

7

2020

98
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.9%

2024

61
66.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.8%

2022

11
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.6%

2022

24
41.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

11 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

11 MW

2024

53
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

51.185 tCO₂e

2024

78
69.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.750 tCO₂e

2024

60
21.6% no período

Emissões de energia

SEEG

12.374 tCO₂e

2024

59
60.0% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.