Lauro de FreitasBA
217.960 habitantes · IBGE 2919207
Resumo socioambiental
Lauro de Freitas apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com destaque positivo no abastecimento de água e fragilidades relevantes no saneamento de esgoto e nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 98,4% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 92 do país. Em contraste, a coleta de esgoto ficou em 41,9% (2024), abaixo tanto da mediana nacional (59,9%) quanto da UF (56,9%), colocando o município no percentil 33 — um paradoxo relevante, já que o município possui 51 ETEs (2020), infraestrutura muito superior à mediana nacional (1 unidade), mas que não se traduz em maior cobertura de coleta. O tratamento de esgoto, por sua vez, está em 41,0% (2024), próximo da UF (39,2%) e acima da mediana nacional (33,3%), indicando que o esgoto coletado é tratado de forma razoável, mas o gargalo principal está na captação da rede.
A perda de água na distribuição é outro ponto de atenção: 45,4% em 2024, patamar bem superior à mediana nacional (29,1%) e à UF (34,5%), embora em trajetória de queda desde o pico de 2020 (56,0%). Essa perda elevada, combinada com a alta cobertura de água, sugere ineficiência operacional na rede que merece investimento em manutenção e redução de perdas. Já os domicílios com coleta de resíduos caíram de 98,8% (2010) para 65,8% (2022), uma queda expressiva de 33,3%, situando o município abaixo da mediana nacional (76,9%), embora o indicador de destino inadequado de resíduos permaneça baixo (0,8% em 2022), muito melhor que a mediana nacional (14,9%) e estadual (17,1%).
No campo climático, o município figura entre os piores do país em emissões por resíduos, com -712.771 tCO₂e em 2024 (percentil 0 nacional), e também em emissões totais de GEE, com -401.589 tCO₂e (percentil 1), ambos os valores negativos indicando captura líquida superior à emissão nesses setores — um resultado atípico que pode refletir metodologia de contabilização de aterros ou uso da terra. As emissões de energia, no entanto, são altas e crescentes: 310.329 tCO₂e em 2024 (+21,0% desde 2010), no percentil 93 nacional, refletindo forte dependência de fontes emissoras, enquanto a capacidade instalada de biomassa estagna em 4 MW desde 2014, aquém da mediana nacional (5 MW). Esses dados sugerem que, apesar dos bons indicadores de água e resíduos sólidos, o município precisa priorizar a expansão da rede coletora de esgoto e a diversificação da matriz energética para reduzir sua pegada de carbono no setor energético.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
41.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
41.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
51
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
45.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
65.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2019
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-401.589 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
-712.771 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
310.329 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
