Lauro MüllerSC

14.622 habitantes · IBGE 4209607

IA

Resumo socioambiental

Lauro Müller apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes no tratamento de esgoto e nas emissões totais de GEE, mas com atenção necessária ao saneamento básico de água e esgoto. A cobertura de água atingiu 61,2% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (86,8%), posicionando o município no percentil 33 — e chama atenção a queda brusca frente aos 70,4% registrados em 2023, revertendo uma trajetória de crescimento observada desde 2016. A coleta de esgoto também recuou, para 43,2% em 2024 (-15% em relação a 2023), ficando abaixo da mediana nacional (59,9%), embora próxima da média catarinense (42,3%). Em contraste, o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, saltando de 9,7% em 2020 para 57,1% em 2024, superando tanto a mediana nacional (33,3%) quanto a UF (37,3%), no percentil 66 — um indício de que, mesmo com menor cobertura de coleta, o esgoto captado tem sido tratado com mais eficiência.

A perda de água na distribuição, embora ainda alta em termos absolutos (36,6% em 2024), mostra melhora consistente desde 2018, com redução de 24,3% no último ano, ainda que permaneça acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%). Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, os dados do Censo IBGE indicam situação favorável: 95,7% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 93) e apenas 1,3% com destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (3,2%). Essa boa gestão de resíduos, contudo, contrasta com o aumento constante das emissões de GEE do setor de resíduos, que cresceram 46,9% entre 2010 e 2024 (de 3.692 para 5.425 tCO₂e), sugerindo que o crescimento da geração de resíduos não tem sido acompanhado por mitigação equivalente nas emissões associadas.

No balanço de emissões totais de GEE, o município apresentou queda de 14,3% em 2024 (79.817 tCO₂e), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e muito distante da escala estadual, no percentil 33 — indicando desempenho relativamente favorável. As emissões de energia também recuaram 17,1% no último ano (26.477 tCO₂e), embora ainda acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 57.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos merecem monitoramento: em 2016 foram contabilizadas 4 ocorrências de cheia, valor muito superior à mediana nacional (0), colocando o município no percentil 96 de risco — um alerta que reforça a importância de investimentos em infraestrutura de drenagem e resiliência climática, especialmente diante da oscilação recente nos indicadores de água e esgoto.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.2%

2024

33
0.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

43.2%

2024

34
15.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

57.1%

2024

66
491.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.6%

2024

34
24.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.7%

2022

93
3.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.3%

2022

92
83.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

79.817 tCO₂e

2024

67
14.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.425 tCO₂e

2024

55
46.9% no período

Emissões de energia

SEEG

26.477 tCO₂e

2024

43
17.1% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.