LavandeiraTO

1.673 habitantes · IBGE 1712157

IA

Resumo socioambiental

Lavandeira/TO apresenta um quadro de saneamento básico ainda aquém da média nacional, com sinais mistos de evolução recente. A cobertura de água atingiu 65,8% em 2024, abaixo da mediana brasileira (73,2%) e distante do patamar estadual (84,2%), posicionando o município no percentil 40. Chama atenção a queda observada entre 2021 (73,1%) e 2022 (63,7%), com recuperação parcial insuficiente até 2024. Em contrapartida, a perda de água no sistema de distribuição mostrou melhora expressiva, caindo de níveis críticos acima de 70% (2015-2016) para 17,2% em 2024 — variação de -65,1% no período —, ficando inclusive melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (30,8%), o que sugere investimentos efetivos em gestão da rede, mesmo com a cobertura ainda limitada.

O manejo de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do município. A coleta domiciliar atinge 64,7% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda afeta 34,0% dos domicílios — mais que o dobro da mediana brasileira (14,9%), posicionando Lavandeira no percentil 79 (pior situação relativa). Essa lacuna estrutural se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 25,7% desde 2010, atingindo 1.035 tCO₂e em 2024, embora esse volume seja pequeno frente à mediana nacional (6.191 tCO₂e), dado o porte reduzido do município (~1.673 habitantes).

No balanço geral de emissões de GEE, o município registrou 136.603 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 50), após um pico atípico em 2022 (434.966 tCO₂e) provavelmente associado a uso da terra ou atividades agropecuárias, já revertido. As emissões de energia são residuais (167 tCO₂e), muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), reforçando que o desafio ambiental do município está concentrado no saneamento — sobretudo na destinação inadequada de resíduos — e não na matriz energética. Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), sem elementos para avaliar tendência hidroclimática recente.

Em síntese, o município avançou significativamente na redução de perdas hídricas, mas precisa priorizar a ampliação da cobertura de água e, principalmente, a universalização da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos, dado seu descolamento negativo frente às medianas nacional e estadual nesse indicador.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.8%

2024

40
7.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.2%

2024

82
65.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.7%

2022

31
13.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.0%

2022

21
20.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

136.603 tCO₂e

2024

50
1.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.035 tCO₂e

2024

98
25.7% no período

Emissões de energia

SEEG

167 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.