Lavras do SulRS

7.294 habitantes · IBGE 4311502

IA

Resumo socioambiental

Lavras do Sul apresenta cobertura de água de 64,2% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 35 do país. A série histórica mostra retração relevante: o município chegou a 76,3% em 2015, mas recuou para um patamar estagnado de 62% entre 2016 e 2021, com leve recuperação no último ano. A perda de água, de 29,3% em 2022, ficou próxima da mediana nacional (29,9%) e melhor que a média gaúcha (36,5%), indicando que o problema de abastecimento está mais associado à expansão insuficiente da rede do que à ineficiência operacional.

No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares atingiu 82,4% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e praticamente equivalente à média estadual (82,7%), resultado consistente com a queda do destino inadequado de resíduos, de 18,2% (2010) para 13,6% (2022) — redução de 25,5% no período. Essa melhora na gestão de resíduos, porém, não se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 6,3% desde 2010, alcançando 3.305 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o aumento da coleta formal pode estar gerando mais emissões associadas à disposição final, ainda que dentro de parâmetros comparativamente baixos.

O indicador mais crítico do município é a emissão total de GEE, que somou 1.014.038 tCO₂e em 2024 — valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Lavras do Sul no percentil 90 do país, entre os municípios mais emissores. Apesar disso, houve queda de 32,4% em relação a 2010, com oscilações significativas ao longo da série (pico de 1.792.780 tCO₂e em 2015). Já as emissões de energia (8.309 tCO₂e) e de resíduos (3.305 tCO₂e) são pouco expressivas frente ao total, indicando que o grosso das emissões municipais vem de outros setores, provavelmente uso da terra e agropecuária, não detalhados neste dossiê.

Quanto a eventos hidrológicos, o município não registrou cheias em 2016, enquanto o Rio Grande do Sul somou 836 ocorrências no mesmo ano. Já a seca observada registrou 4 ocorrências locais, contra mediana nacional nula e total estadual de 1.730, posicionando o município no percentil 72 — evidenciando maior exposição a eventos de escassez hídrica que a estiagens ou enchentes, o que reforça a importância de investimentos em ampliação e resiliência do sistema de abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.9%

2024

36
13.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.6%

2024

51
22.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.4%

2022

61
0.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.6%

2022

53
25.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.014.038 tCO₂e

2024

10
32.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.305 tCO₂e

2024

72
6.3% no período

Emissões de energia

SEEG

8.309 tCO₂e

2024

68
5.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.