LavrinhasSP
7.328 habitantes · IBGE 3526605
Resumo socioambiental
Lavrinhas apresenta quadro saneamento acima da média nacional, mas com sinais recentes de instabilidade no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 88,4% em 2022, abaixo dos 100% registrados em 2020-2021, o que colocou o município no percentil 68 nacional, ainda superior à mediana do Brasil (76,5%), porém abaixo da média do estado de São Paulo (95,2%). A perda de água, por sua vez, subiu para 22,8% em 2022 após atingir o menor nível da série em 2021 (17,8%), indicando possível deterioração operacional da rede, embora o indicador ainda esteja melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (32,1%).
O esgotamento sanitário mostra trajetória de melhora consistente. A coleta de esgoto avançou para 83,3% em 2021, com crescimento acumulado de +57,8% desde 2007, e o tratamento alcançou 72,6% em 2022, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a média estadual (69,6%) — percentil 71. Essa evolução, sustentada por uma única ETE municipal, reflete-se nos dados de resíduos: o percentual de domicílios com destino inadequado caiu para 2,5% em 2022 (variação de -51,1% desde 2010), embora ainda distante do índice estadual (1,0%).
Do lado das emissões, o município revela contradição relevante entre avanço em saneamento e piora no perfil energético. As emissões totais de GEE caíram para 92.254 tCO₂e em 2024 após pico de 152.128 tCO₂e em 2022, mas o setor de energia salta de valores marginais em 2010 para 81.398 tCO₂e em 2024 — variação de mais de 22 mil por cento —, posicionando Lavrinhas no percentil 78 nacional, acima da mediana do país (18.929 tCO₂e). Esse comportamento coincide com a manutenção estável de 45 MW de potência hidráulica instalada desde 2011, sugerindo que o crescimento de emissões energéticas está associado a outras fontes, não à geração hidráulica local. As emissões de resíduos, por outro lado, mantêm-se controladas em 5.515 tCO₂e (2024), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), compatíveis com o avanço da coleta e tratamento de esgoto.
Em síntese, Lavrinhas exibe infraestrutura de saneamento em trajetória positiva e superior a benchmarks nacionais, mas enfrenta desafios de eficiência operacional na rede de água e um crescimento expressivo das emissões ligadas ao setor energético, que merece atenção prioritária dos gestores locais nos próximos ciclos de planejamento ambiental.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
82.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
71.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
20.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
45 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
45 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
92.254 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.515 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
81.398 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
