Leme do PradoMG
4.387 habitantes · IBGE 3138351
Resumo socioambiental
Leme do Prado/MG apresenta quadro de saneamento básico frágil e em deterioração, com desempenho abaixo da mediana nacional na maioria dos indicadores de água e esgoto. A cobertura de água atingiu apenas 43,9% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 15 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A série histórica mostra oscilação abrupta, incluindo picos de 100% em 2016-2017 seguidos de forte queda, sugerindo instabilidade na gestão ou nos registros do serviço. A coleta de esgoto seguiu trajetória ainda mais crítica, caindo de patamares próximos a 100% (2016-2019) para 39,3% em 2021, uma retração de 60,5%, situando o município no percentil 21 nacional.
Em contraste, o tratamento de esgoto, embora também em queda (-15,0% no período, chegando a 69,3% em 2022), permanece bem acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), colocando o município no percentil 68 — um ponto positivo relativo, ainda que a cobertura efetiva de coleta seja baixa, limitando o alcance real desse tratamento. A perda de água de 31,9% em 2022 é preocupante e próxima à mediana nacional (29,9%), mas representa forte piora frente aos anos anteriores (mínima de 9,9% em 2016), indicando possível deterioração da infraestrutura de distribuição concomitante à queda de cobertura. No âmbito domiciliar, o destino inadequado de resíduos atinge 16,1% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média mineira (7,4%), enquanto a coleta domiciliar de 75,4% ainda fica abaixo da mediana do país.
Do ponto de vista climático, o município se destaca positivamente: as emissões totais de GEE caíram 85,2% entre 2010 e 2024, atingindo 12.535 tCO₂e, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Leme do Prado no percentil 6 — entre os menores emissores do país. As emissões de resíduos, no entanto, mantiveram-se estáveis (+0,6%, para 2.584 tCO₂e), reforçando a leitura de que a queda geral de emissões não decorre de melhorias na gestão de resíduos, mas de outros setores (provavelmente uso da terra). Já as emissões de energia cresceram 49,7% no período, chegando a 7.032 tCO₂e, tendência que merece monitoramento, ainda que o valor permaneça abaixo da mediana nacional (percentil 28).
Em síntese, o município enfrenta desafios estruturais relevantes em água e esgoto, com indicadores de cobertura em rota de piora e discrepância entre tratamento (relativamente bom) e coleta (crítica), o que sugere subutilização da capacidade instalada de tratamento. A boa performance em emissões totais de GEE contrasta com a estagnação nas emissões de resíduos e o crescimento nas de energia, indicando que investimentos em saneamento e eficiência energética poderiam gerar ganhos socioambientais duplos — tanto na qualidade de vida da população quanto na trajetória de emissões do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
28.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
65.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
12.535 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.584 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.032 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
