LemeSP

101.316 habitantes · IBGE 3526704

IA

Resumo socioambiental

Leme/SP apresenta saneamento básico em patamar de excelência, com cobertura de água e coleta de esgoto em 100,0% (2024), ambas muito acima das medianas nacionais (73,2% e 59,9%, respectivamente) e superiores aos números do próprio estado de São Paulo (96,6% e 92,5%). O tratamento de esgoto também atinge 100,0% (2022), o dobro da mediana do país e bem acima da média estadual de 66,6%. Esse desempenho é reforçado pelo baixo percentual de destinação inadequada de resíduos domiciliares, de apenas 1,0% (2022), idêntico à média paulista e muito inferior à mediana nacional de 14,9%.

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que embora tenha caído de 64,3% (2010) para 47,4% (2024), ainda é significativamente superior à mediana nacional (29,1%) e ao índice do estado (28,2%), colocando o município no percentil 81 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Vale notar que essa perda vinha em trajetória de queda mais acentuada até 2022 (37,6%), mas retrocedeu em 2023-2024, indicando possível deterioração operacional ou de manutenção da infraestrutura que merece investigação, já que ineficiência hídrica é incompatível com a excelência observada na cobertura e no tratamento.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 502.882 tCO₂e em 2024, com queda de 19,8% frente ao ano anterior, puxada principalmente pela redução nas emissões de energia (368.519 tCO₂e, -17,2%). Entretanto, as emissões de resíduos seguem em leve alta (59.744 tCO₂e, +7,0%), destoando da tendência geral de queda e sinalizando um descompasso entre a gestão eficiente do esgoto sanitário e a gestão de resíduos sólidos, que emite quase 10 vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e coloca o município no percentil 94 — entre os piores do Brasil nesse indicador.

Na matriz energética renovável, a biomassa mantém-se estável em 40 MW, oito vezes acima da mediana nacional, enquanto a energia solar teve salto expressivo, de 1 kW para 171 kW entre 2022 e 2023, embora ainda distante da mediana do país (908 kW) e no percentil 16. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, Leme reúne infraestrutura de saneamento de referência nacional, mas precisa priorizar a redução de perdas hídricas e o controle das emissões associadas a resíduos para consolidar uma trajetória ambiental mais equilibrada.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
2.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2022

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.4%

2024

19
26.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

98.1%

2022

98
0.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.0%

2022

93
26.2% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

40 MW

SolarBiomassa

Potência solar

ANEEL (SIGA)

171 kW

2024

16
17000.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

171 kW

2024

16
17000.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

502.882 tCO₂e

2024

20
19.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

59.744 tCO₂e

2024

6
7.0% no período

Emissões de energia

SEEG

368.519 tCO₂e

2024

6
17.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.