LençóisBA
11.170 habitantes · IBGE 2919306
Resumo socioambiental
Lençóis/BA apresenta cobertura de água de 80,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 56. Entretanto, esse avanço convive com perda de água elevada, de 31,1% no mesmo ano, praticamente no nível da mediana nacional (29,9%) mas com trajetória de piora acentuada desde 2015 (14,9%), o que indica ineficiência crescente na distribuição que pode comprometer os ganhos de cobertura obtidos.
No saneamento de esgoto, o quadro é mais preocupante: a coleta atingiu 53,5% em 2021, bem abaixo da mediana nacional (87,8%), embora superior à média baiana (63,0% de referência estadual é maior que o município, colocando Lençóis no percentil 27). Já o tratamento de esgoto, de 57,9% em 2022, supera tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a estadual (53,1%), percentil 61 — um contraste que sugere que o esgoto coletado é tratado com relativa eficiência, mas a baixa cobertura de coleta limita o impacto sanitário geral. Essa lacuna se reflete no indicador de destino inadequado de dejetos, em 15,3% dos domicílios (2022), próximo da mediana nacional (14,9%), com melhora expressiva frente aos 25,9% de 2010, mas ainda insuficiente diante da existência de apenas 1 ETE no município.
Do ponto de vista de resíduos sólidos, o percentual de domicílios com coleta caiu para 65,8% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (69,0%), representando retrocesso de 11,2% frente a 2010 — tendência preocupante que pode estar associada ao aumento das emissões de resíduos, que somaram 5.696 tCO₂e em 2024, crescimento de 63,2% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
As emissões totais de GEE do município somaram 121.167 tCO₂e em 2024, com forte oscilação ao longo da série (incluindo anos de remoção líquida, como 2016-2018) e alta acentuada em 2023 (204.523 tCO₂e), refletindo provável influência do uso da terra. As emissões de energia, de 31.015 tCO₂e, superam a mediana nacional (18.929 tCO₂e), situando o município no percentil 60, o que aponta para uma matriz energética municipal mais intensiva em carbono que a média do país. Registros de eventos extremos, como 1 cheia e 2 secas em 2016, embora pontuais, reforçam a necessidade de monitoramento contínuo diante da vulnerabilidade hídrica já evidenciada pelas perdas na distribuição de água.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
42.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
57.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
13.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
65.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
121.167 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.696 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
31.015 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
