Leopoldo de BulhõesGO
9.035 habitantes · IBGE 5212303
Resumo socioambiental
Leopoldo de Bulhões apresenta situação crítica no saneamento básico. A cobertura de água caiu de 55,2% (2022) para 0,0% em 2023, uma quebra de série que sugere descontinuidade no atendimento ou na informação reportada ao SNIS/SINISA — em qualquer caso, um retrocesso grave frente à mediana nacional de 73,2% e ao índice estadual de 88,8% (2024). A perda de água na distribuição, de 33,6% (2022), também é desfavorável, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto o patamar de Goiás (25,3%), e mostra tendência de deterioração desde 2012, quando era de apenas 12,2%.
O manejo de resíduos sólidos reforça esse quadro. A coleta domiciliar atende 64,6% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do índice estadual (89,7%), colocando o município no percentil 31 do país. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 23,0% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do valor goiano (5,5%), posicionando o município no percentil 65 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Ainda assim, as emissões de resíduos (4.856 tCO₂e em 2024) ficam abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que o problema é mais de cobertura e destinação do que de volume absoluto de gases gerados.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 227.125 tCO₂e em 2024, alta de 46,4% desde 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 63. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram de 5.403 tCO₂e (2010) para 61.611 tCO₂e (2024) — aumento de mais de 1.000% — superando com folga a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e chegando ao percentil 74. Em contrapartida, a capacidade solar instalada está estagnada em 750 kW desde 2020, abaixo da mediana nacional (908 kW), evidenciando que o crescimento das emissões energéticas não foi acompanhado por investimento equivalente em geração renovável local.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de atualizações recentes nesses indicadores limita a análise de riscos hidrológicos. Em síntese, o município enfrenta desafios simultâneos em saneamento, resíduos e emissões energéticas, com indicadores predominantemente piores que as referências nacional e estadual, exigindo atenção prioritária dos gestores para reverter a tendência de deterioração observada na série histórica.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
0.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
33.6%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
23.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
750 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
227.125 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.856 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
61.611 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
