Licínio de AlmeidaBA

12.208 habitantes · IBGE 2919405

IA

Resumo socioambiental

Licínio de Almeida/BA apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento, com sinais mistos na área energética. A cobertura de água atingiu 53,2% em 2024, praticamente dobrando desde 2010 (+102,1%), mas ainda distante da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 24 do país. A perda de água, embora tenha subido para 15,8% em 2024 (+33,8% desde 2010), permanece abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (34,5%), indicando eficiência relativa na distribuição, apesar da baixa cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do dossiê: apenas 56,7% dos domicílios têm coleta (2022), e 41,9% dos domicílios têm destino inadequado de esgoto, valor quase três vezes superior à mediana nacional (14,9%) e à média baiana (17,1%), colocando o município no percentil 87 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência ajuda a explicar o crescimento de +40,8% nas emissões de resíduos desde 2010 (5.015 tCO₂e em 2024), embora esse volume ainda esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE somaram 161.858 tCO₂e em 2024, com alta de 8,6% em relação a 2010 e trajetória bastante instável na última década, tendo picos em 2022-2023 e recuo em 2024. O valor supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 54. As emissões de energia mais que dobraram desde 2010 (+139,4%, para 14.713 tCO₂e), embora ainda abaixo da mediana nacional. Como contraponto positivo, a potência eólica instalada chegou a 129 MW em 2024, acima da mediana do país (126 MW), reforçando o papel do município na matriz renovável.

Por fim, os registros hídricos disponíveis (2016) mostram ausência de cheias, mas 10 registros de seca observada, sinalizando vulnerabilidade à escassez hídrica que reforça a urgência de investimentos em abastecimento e esgotamento. Em síntese, o município avançou em água e energia limpa, mas o déficit histórico em esgotamento sanitário é o principal gargalo socioambiental a ser priorizado pela gestão local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.2%

2024

24
102.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.8%

2024

85
33.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.7%

2022

22
4.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.9%

2022

13
8.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

129 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

129 MW

2024

51
19.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

161.858 tCO₂e

2024

46
8.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.015 tCO₂e

2024

58
40.8% no período

Emissões de energia

SEEG

14.713 tCO₂e

2024

55
139.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.