Limoeiro de AnadiaAL
25.197 habitantes · IBGE 2704203
Resumo socioambiental
Limoeiro de Anadia/AL apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 22,6% em 2016, com queda de -32,2% desde 2009, contra mediana nacional de 76,5% (2022) e 76,9% na UF — um dos quadros mais críticos do país nesse quesito. A situação de esgotamento sanitário é ainda mais alarmante: a coleta estagnou em 4,7% desde 2010 (sem registros mais recentes), e o tratamento permanece em 0,0%, enquanto a mediana nacional é de 87,8% para coleta e 37,7% para tratamento. Some-se a isso uma perda de água de 42,3% (2016), superior à mediana nacional de 29,9%, embora próxima do patamar da UF (43,9%), evidenciando ineficiência operacional que agrava a baixa cobertura.
Pelo lado positivo, os dados censitários do IBGE mostram avanço expressivo na coleta domiciliar de resíduos, que passou de 46,1% (2010) para 68,0% (2022), e redução do destino inadequado de domicílios de 53,9% para 19,2% no mesmo período — variação de -64,4%. Ainda assim, o percentual de destino inadequado permanece acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (13,0%), posicionando o município no percentil 58, ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse indicador.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 97.293 tCO₂e em 2024, com alta de 26% desde 2010, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento das emissões de energia, que saltaram de 6.179 para 18.485 tCO₂e (+199,1%) no período, aproximando-se da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e sinalizando maior dependência de fontes emissoras nesse setor. As emissões de resíduos, por sua vez, situam-se em 9.798 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 65), o que guarda coerência com a ausência de tratamento de esgoto e a baixa cobertura sanitária — indicando que o manejo inadequado de efluentes e resíduos contribui diretamente para o perfil de emissões do município.
A capacidade instalada de energia solar permanece estagnada em 750 kW desde 2010, sem nenhuma expansão na década, ligeiramente abaixo da mediana nacional (908 kW). Essa ausência de investimento em geração renovável, associada à estagnação do saneamento, sugere baixa priorização orçamentária para infraestrutura ambiental no município, o que reforça a urgência de planejamento integrado entre saneamento, resíduos e transição energética para reverter os indicadores mais críticos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
27.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.7%
2010
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2010
Perda de água
SNIS/SINISA
94.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
750 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
97.293 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.798 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
18.485 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
