LimoeiroPE

59.125 habitantes · IBGE 2608909

IA

Resumo socioambiental

Limoeiro/PE apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no saneamento básico mas pressão crescente sobre emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chegou a 73,8% em 2024, próxima da mediana nacional (73,2%) e ligeiramente acima da UF (71,4%), colocando o município no percentil 51. Chama atenção, contudo, a trajetória recente: após atingir 90,3% em 2022, a cobertura recuou para 75,7% em 2023 e 73,8% em 2024, sugerindo possível descontinuidade na série ou deterioração da rede. A perda de água, embora tenha caído significativamente desde 2010 (-69,8% no período), também reverteu tendência, saltando de 11,8%-11,9% em 2022-2023 para 20,2% em 2024 — ainda assim melhor que a mediana nacional (29,1%) e a UF (39,3%).

No manejo de resíduos sólidos, o município mostra desempenho superior à média nacional: 85,7% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana Brasil (76,9%) e da UF (76,8%), e o destino inadequado caiu para 10,8%, abaixo da mediana nacional (14,9%). Essa melhoria no manejo de resíduos, no entanto, não se traduz em redução de emissões do setor — pelo contrário, as emissões de resíduos atingiram 30.708 tCO₂e em 2024, no percentil 89 nacional, indicando que o aumento da cobertura de coleta pode estar associado a mais disposição em aterros ou lixões sem captura de metano, ampliando a pegada de carbono do setor.

As emissões totais de GEE do município somaram 201.355 tCO₂e em 2024 (+20,2% desde 2010), acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 60. O setor de energia foi o principal vetor de crescimento, com alta de 50,0% na série histórica, atingindo 78.315 tCO₂e e percentil 78 — reflexo provável da expansão do consumo energético municipal. Não há indicação de investimento específico em saneamento ou mitigação que explique a reversão nos indicadores de água registrada em 2023-2024, o que merece atenção da gestão local.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 registram 1 ocorrência de cheia e 10 de seca, ambos abaixo das médias estaduais (225 e 1.804, respectivamente), mas a defasagem temporal desses registros (não atualizados desde 2016) limita a análise de tendências recentes de vulnerabilidade climática no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.8%

2024

51
17.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.2%

2024

74
69.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.7%

2022

68
1.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.8%

2022

59
31.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

201.355 tCO₂e

2024

40
20.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

30.708 tCO₂e

2024

11
19.8% no período

Emissões de energia

SEEG

78.315 tCO₂e

2024

22
50.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.