LinsSP
76.729 habitantes · IBGE 3527108
Resumo socioambiental
Lins/SP apresenta desempenho de saneamento consistentemente superior às referências nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e UF de 95,2% (percentil 100), enquanto a coleta de esgoto também chegou a 100,0% em 2021, bem acima da mediana nacional de 87,8% e da média paulista de 94,6%. O tratamento de esgoto, em 90,7% (2022), supera com folga a mediana nacional (37,7%) e a UF (69,6%), posicionando o município no percentil 84. Essa robustez estrutural é reforçada pela baixa perda de água na distribuição, 13,6% em 2022 — menos da metade da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%) —, e pelo indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, em apenas 0,8%, muito inferior à mediana nacional de 14,9%.
Essa qualidade sanitária, contudo, opera com infraestrutura concentrada: o município conta com apenas 1 ETE (2020) e 1 unidade de destinação de resíduos (2021), números iguais à mediana nacional, mas muito distantes da capacidade média estadual (869 ETEs e 132 unidades de destinação), o que indica baixa redundância operacional e potencial vulnerabilidade a falhas pontuais no sistema.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 436.308 tCO₂e em 2024, com queda de 5,1% frente ao início da série, mas ainda no percentil 78 nacional — acima da mediana de 138.513 tCO₂e. Chama atenção o crescimento das emissões de resíduos (67.080 tCO₂e, +13,3% na série, percentil 95) e de energia (248.341 tCO₂e, +6,0%, percentil 91), ambas muito superiores às medianas nacionais (6.191 e 18.929 tCO₂e, respectivamente). Esse contraste é relevante: apesar do alto tratamento de esgoto, o setor de resíduos continua sendo fonte crescente de emissões, sugerindo que os ganhos sanitários não se traduziram integralmente em mitigação climática, possivelmente por manejo de resíduos sólidos ou efluentes ainda gerador de metano.
Por fim, a presença de 60 MW de potência instalada em biomassa desde 2010 (percentil 87 nacional) indica uma matriz energética local com participação renovável relevante, mas estável — sem expansão na última década. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, limitando a análise de riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, Lins destaca-se por excelência em saneamento básico, mas enfrenta desafios crescentes em emissões de resíduos e energia, que merecem atenção da gestão pública para sustentar a trajetória positiva observada nos indicadores hídricos e sanitários.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
90.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
13.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
98.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2021
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
60 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
436.308 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
67.080 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
248.341 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
