Livramento de Nossa SenhoraBA
46.249 habitantes · IBGE 2919504
Resumo socioambiental
Livramento de Nossa Senhora/BA apresenta um quadro de saneamento básico frágil e piora recente em indicadores ambientais-chave. A cobertura de água chegou a 57,1% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média da Bahia (83,0%), posicionando o município no percentil 28 do país. Apesar do avanço de +34,9% desde 2010, a série mostra oscilação preocupante: o pico foi de 62,5% em 2015, seguido de queda até 50,4% entre 2022-2023, com recuperação parcial apenas em 2024. Essa instabilidade é acompanhada por perda de água elevada e crescente, atingindo 38,7% em 2024 — acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (34,5%), no percentil 69 —, indicando ineficiência operacional que compromete o próprio ganho de cobertura.
No esgotamento sanitário, os dados mais recentes disponíveis (2011) mostram coleta de 68,2% e tratamento de 66,8%, ambos superiores às medianas nacionais atuais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e à média estadual, sugerindo que o município teve, historicamente, desempenho relativamente bom nessa dimensão — mas a defasagem de mais de uma década nos dados impede avaliar a situação presente com segurança. Essa lacuna de informação contrasta com o Censo IBGE 2022, que revela apenas 57,5% dos domicílios com coleta adequada e 35,8% com destino inadequado de esgoto — bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), colocando o município no percentil 81, entre os piores do país nesse quesito. Essa disparidade entre as fontes indica possível descontinuidade na operação de estações de tratamento (apenas 1 ETE registrada, dado de 2020) e reforça a necessidade de atualização e investimento em infraestrutura de esgotamento.
No campo climático, as emissões totais de GEE cresceram 31,1% desde 2010, atingindo 255.013 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 66. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões por resíduos, que praticamente dobraram (+90,1%) no período, chegando a 26.160 tCO₂e — mais de quatro vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 87. Esse salto está diretamente relacionado à precariedade da gestão de resíduos e esgoto evidenciada nos indicadores de destinação inadequada, formando um ciclo em que a falta de tratamento adequado eleva tanto o passivo ambiental quanto as emissões. As emissões de energia também cresceram (+20,8%), somando 65.606 tCO₂e, no percentil 75 nacional.
O município ainda enfrenta vulnerabilidade hídrica expressiva: 15 registros de seca observada em 2016 colocam Livramento de Nossa Senhora no percentil 95 nacional, um dos mais críticos do país, sem registros de cheia no mesmo ano. Esse cenário de estresse hídrico reforça a urgência de reduzir as perdas de água e ampliar a cobertura de forma sustentável, já que a escassez agrava a pressão sobre um sistema que já opera com baixa eficiência e cobertura abaixo do padrão nacional e
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
68.2%
2011
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
66.8%
2011
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
38.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
57.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
35.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
255.013 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
26.160 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
65.606 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
15
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
