LontraMG

8.968 habitantes · IBGE 3138658

IA

Resumo socioambiental

Lontra/MG apresenta quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no saneamento em termos relativos, mas ainda distante da média nacional em cobertura. A cobertura de água atingiu 61,7% em 2024, recuperando-se de uma queda histórica (chegou a 49,0% em 2019), mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (83,3%), posicionando o município no percentil 34. Em contrapartida, a perda de água é um destaque muito positivo: 7,5% em 2024, bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à mineira (35,8%), colocando o município no percentil 4 — ou seja, entre os melhores do país nesse quesito, indicando gestão eficiente da rede.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico. A coleta de esgoto está em 26,0% (2024), menos da metade da mediana nacional (59,9%) e muito aquém da UF (78,2%), no percentil 20. Já o tratamento de esgoto, embora também baixo em termos absolutos (36,2%), supera a mediana nacional (33,3%) e chega ao percentil 52, sugerindo que o esgoto efetivamente coletado é tratado com relativa eficiência pela única ETE registrada no município (2020). Esse descompasso entre baixa coleta e tratamento proporcionalmente adequado reforça que o gargalo está na expansão da rede coletora, não na capacidade de tratamento. No âmbito domiciliar, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 22,3% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (14,9%), embora represente melhora significativa frente aos 43,0% de 2010.

As emissões de GEE do município somaram 62.758 tCO₂e em 2024, com alta de 76,6% desde 2010, mas ainded abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 27. As emissões de resíduos (3.813 tCO₂e) cresceram 62,7% no período, acompanhando o aumento da geração de resíduos sólidos, mas permanecem abaixo da mediana nacional, assim como as emissões de energia (7.538 tCO₂e, percentil 30). Vale notar que o crescimento das emissões de resíduos é coerente com a persistência de destinação inadequada em parcela relevante dos domicílios, reforçando a necessidade de investimentos conjuntos em coleta, tratamento e disposição final adequada.

Do ponto de vista hidrológico, o município registrou 12 eventos de seca observada em 2016, valor acima da mediana nacional (0) mas bem inferior ao total da UF (1.609), posicionando-se no percentil 90 quanto à exposição a estiagens. Não há registros de cheias no mesmo período. Em síntese, Lontra avançou de forma consistente na eficiência da gestão hídrica e no tratamento de esgoto, mas necessita priorizar a ampliação da cobertura de água e da coleta de esgoto, que ainda estão significativamente aquém dos padrões nacionais e estaduais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.7%

2024

34
2.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

26.0%

2024

20
126.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

36.2%

2024

52
359.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

7.5%

2024

96
64.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.3%

2022

51
35.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.3%

2022

37
48.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

62.758 tCO₂e

2024

73
76.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.813 tCO₂e

2024

67
62.7% no período

Emissões de energia

SEEG

7.538 tCO₂e

2024

70
39.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.