Luís AntônioSP
12.531 habitantes · IBGE 3527603
Resumo socioambiental
Luís Antônio/SP apresenta desempenho de saneamento consideravelmente superior à média nacional, embora com sinais de deterioração recente na eficiência operacional da rede de água. A cobertura de água atingiu 96,6% em 2022, acima da mediana brasileira (76,5%) e da média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 80. A coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional) e o tratamento alcançou 80,0% em 2022, bem acima da mediana do país (37,7%) e da média paulista (69,6%). Esses números são corroborados pelos dados do Censo IBGE: 98,0% dos domicílios têm coleta de lixo e apenas 1,1% apresentam destinação inadequada, patamar próximo ao da média estadual (1,0%) e muito melhor que a mediana nacional (14,9%).
Apesar da boa cobertura, a perda de água na distribuição preocupa: 40,8% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), com forte oscilação na série histórica e alta de +11,2% no último ano, sugerindo problemas de gestão operacional da rede que merecem atenção, especialmente por conviver com índices elevados de cobertura e tratamento — um paradoxo que indica desperdício técnico ou comercial significativo.
O quadro de emissões de GEE é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais saltaram para 807.570 tCO₂e em 2024, alta de +137,9% em relação a 2010, com salto abrupto entre 2023 e 2024 (+84%), colocando o município no percentil 87 nacional — bem acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia mais que dobraram desde 2019, atingindo 254.590 tCO₂e em 2024 (percentil 91), enquanto as emissões de resíduos cresceram de forma mais moderada, para 9.287 tCO₂e (+34,9% desde 2010, percentil 66), refletindo o adensamento populacional e o padrão de destinação de resíduos ainda compatível com a boa cobertura de coleta.
Em síntese, Luís Antônio destaca-se positivamente em saneamento básico e gestão de resíduos domiciliares frente ao cenário nacional, mas enfrenta dois desafios que exigem ação prioritária dos gestores: a redução das perdas de água, que compromete a eficiência do investimento já realizado em infraestrutura, e a contenção do crescimento acelerado das emissões de GEE, sobretudo do setor energético, que rompe a tendência histórica e pode indicar mudança estrutural na matriz produtiva ou de consumo do município.
Gerado em 08/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
35.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
98.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
43 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
807.570 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.287 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
254.590 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 08/07/2026.
