Luís GomesRN

9.286 habitantes · IBGE 2407005

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Resumo socioambiental

Luís Gomes/RN apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com sinais de deterioração ao longo do tempo. A cobertura de água atingiu apenas 51,8% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do RN (79,8%), posicionando o município no percentil 22 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Mais grave é a trajetória: a cobertura caiu 17,0% em relação a períodos anteriores, distanciando-se do pico de 67,3% registrado em 2011. A perda de água na distribuição, de 55,5% em 2022, é quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e supera a média estadual (46,1%), colocando o município no percentil 89 (quanto maior, pior) — um desperdício expressivo que ajuda a explicar a baixa cobertura efetiva de água tratada à população.

O esgotamento sanitário mostra contraste relevante entre coleta e tratamento. A coleta de esgoto foi de 100% em 2013 (dado mais recente disponível), superando a mediana nacional (87,8%) e principalmente a média do RN (42,3%). Já o tratamento de esgoto evoluiu de 0% (2013) para 67,2% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e a média estadual (34,3%), no percentil 67 — um ponto positivo que indica investimento efetivo nessa etapa do saneamento. Entretanto, os dados do Censo IBGE mostram retrocesso no acesso domiciliar: a coleta de resíduos domiciliares caiu para 64,6% em 2022 (queda de 5,8% frente a 2010), e o destino inadequado de dejetos atinge 28,5% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e três vezes a média do RN (9,3%), no percentil 72 — evidenciando desigualdade entre a infraestrutura de rede e o acesso real das famílias.

Em emissões de GEE, o município tem participação pouco expressiva no cenário nacional: 10.052 tCO₂e em 2024 (percentil 5), muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, chama atenção o crescimento de 29,2% nas emissões de resíduos (5.338 tCO₂e em 2024, próximo da mediana nacional de 5.787 tCO₂e), coerente com a queda na coleta domiciliar e o alto índice de destino inadequado de dejetos observado no Censo — sinalizando que a gestão de resíduos sólidos é um ponto crítico a ser enfrentado. As emissões de energia, embora com peso reduzido no total (percentil 11), cresceram 86,9% no período, refletindo possível aumento no consumo energético local.

Do ponto de vista hídrico, o município registrou eventos de seca (9 registros) e cheia (2 registros) em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), com percentis 85 e 87 respectivamente, indicando vulnerabilidade a extremos climáticos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo da média estadual (3,162) — reforçando a necessidade de políticas articuladas entre gestão de recursos hídricos, redução de perdas na distribuição e ampliação da cobertura de água e esgoto para rever

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.4%

2024

25
15.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2013

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

67.2%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

61.5%

2024

9
16.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.6%

2022

31
5.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.5%

2022

28
9.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

10.052 tCO₂e

2024

95
3.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.338 tCO₂e

2024

56
29.2% no período

Emissões de energia

SEEG

2.784 tCO₂e

2024

89
86.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.