LumináriasMG

5.731 habitantes · IBGE 3138708

IA

Resumo socioambiental

Luminárias apresenta saneamento com desempenho misto em relação ao Brasil: a coleta de esgoto atingiu 95,8% em 2021, bem acima da mediana nacional (87,8%) e da média mineira (85,0%), colocando o município no percentil 60. Já a cobertura de água, de 76,8% em 2022, está praticamente equiparada à mediana nacional (76,5%), mas abaixo da média de Minas Gerais (84,3%), e mostra recuo de 1,2% frente ao período anterior, além de forte instabilidade histórica — chegou a cair para 64,6% em 2016. O ponto mais crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde ao menos 2011, muito aquém da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), evidenciando que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que ajuda a explicar a manutenção de emissões de resíduos relativamente estáveis, de 3.947 tCO₂e em 2024.

A perda de água na distribuição é motivo de atenção: saltou de 5,7% em 2020 para 38,0% em 2022, variação de +90% no período recente, superando a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (35,0%), no percentil 68 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa deterioração acelerada sugere problemas de gestão operacional da rede, mesmo com bons indicadores de cobertura e coleta, e demanda investimento prioritário em infraestrutura para evitar desperdício de um recurso já sob pressão.

Nos indicadores domiciliares do Censo, o quadro é positivo: a coleta de resíduos domiciliares chegou a 80,5% em 2022 (acima da mediana nacional de 76,9%, mas abaixo da UF, 86,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 20,4% para 13,1% entre 2010 e 2022, uma redução de 35,7%, ficando levemente abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do patamar mineiro (7,4%).

Em emissões de GEE, o município está em situação relativamente favorável: as emissões totais somaram 80.397 tCO₂e em 2024, com queda de 2,3% no último ano e valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Luminárias no percentil 34. As emissões de energia caíram expressivamente, de 6.917 tCO₂e (2010) para 4.195 tCO₂e (2024), recuo de 39,4%, também abaixo da mediana nacional. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016. No conjunto, o desafio central do município é a ausência total de tratamento de esgoto associada ao agravamento das perdas de água, que juntos comprometem a sustentabilidade do sistema de saneamento apesar dos bons indicadores de cobertura e das emissões controladas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.2%

2024

76
16.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

75.6%

2024

64
24.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

68.0%

2024

6
240.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.5%

2022

57
1.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.1%

2022

54
35.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

80.397 tCO₂e

2024

66
2.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.947 tCO₂e

2024

66
2.4% no período

Emissões de energia

SEEG

4.195 tCO₂e

2024

82
39.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.