LupércioSP

4.017 habitantes · IBGE 3527801

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Resumo socioambiental

Lupércio/SP apresenta um saneamento básico consolidado e acima da média nacional. A coleta de esgoto atinge 100,0% (2021) e o tratamento também alcança 100,0% (2022), muito superior à mediana nacional de 37,7% e ao próprio estado de São Paulo (69,6%), posicionando o município no percentil 93. A cobertura de água é de 89,5% (2022), acima da mediana nacional (76,5%), embora ainda abaixo da média paulista (95,2%). Chama atenção a perda de água na distribuição, em 23,0% (2022): apesar de melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (32,1%), a série histórica mostra oscilações relevantes, com picos acima de 30% em 2016, indicando espaço para eficiência operacional na rede.

No que se refere aos resíduos domiciliares, o quadro é positivo: 93,2% dos domicílios têm coleta (2022), bem acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 2,6%, uma redução de quase 60% desde 2010, embora ainda superior ao índice do estado (1,0%). Essa gestão adequada de esgoto e resíduos coerentemente se reflete nas emissões de GEE do setor de resíduos, que permanecem moderadas (3.578 tCO₂e em 2024), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mesmo com leve alta de 9,8% na série recente — um ponto de atenção frente ao avanço geral de tratamento.

Do ponto de vista climático, o município reduziu significativamente suas emissões totais de GEE, de 43.803 tCO₂e (2010) para 27.056 tCO₂e (2024), queda de 38,2%, com percentil 10 no ranking nacional (ou seja, entre os municípios de menor emissão). As emissões de energia também recuaram de forma acentuada, para 2.096 tCO₂e em 2024 (-53,5%), refletindo ganhos de eficiência ou menor consumo fóssil local. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático recente, mas não indica ausência de vulnerabilidade, apenas lacuna de monitoramento.

Em síntese, Lupércio exibe indicadores de saneamento e resíduos superiores à média nacional e, em vários casos, ao próprio estado de São Paulo, com trajetória de queda nas emissões de GEE. Os principais pontos de atenção residem na oscilação da perda de água na rede de abastecimento e no leve aumento das emissões de resíduos, que merecem monitoramento para sustentar os ganhos ambientais já conquistados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

98.3%

2024

92
12.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

93.0%

2024

87
4.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

28.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.4%

2024

63
3.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.2%

2022

86
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.6%

2022

85
59.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

27.056 tCO₂e

2024

90
38.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.578 tCO₂e

2024

69
9.8% no período

Emissões de energia

SEEG

2.096 tCO₂e

2024

93
53.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.