LutéciaSP

2.699 habitantes · IBGE 3527900

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Resumo socioambiental

Lutécia/SP apresenta quadro sanitário acima da mediana nacional, mas com sinais recentes de retrocesso em indicadores-chave. A cobertura de água atingiu 90,3% em 2024, acima da mediana brasileira (73,2%) e no percentil 78, ainda que abaixo do valor de 97,1% registrado em 2021 e distante do patamar estadual (96,6%). A perda de água, porém, subiu para 28,0% em 2024 (variação de +29,5% desde 2010), praticamente equivalente à média de São Paulo (28,2%) e à mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura conquistado.

O saneamento de esgoto mostra a maior fragilidade do município: a coleta caiu de 100% (mantida entre 2012 e 2021) para 80,5% em 2024, retração de 18,7%. Em contrapartida, o tratamento do esgoto coletado permanece em 100% desde 2016, bem acima da mediana nacional (33,3%) e do valor estadual (66,6%), sustentado por uma única ETE em operação (2020), no mesmo nível da mediana nacional de unidades. Essa combinação sugere que o problema não é a capacidade de tratamento, mas a queda na rede de coleta, possivelmente ligada a expansão populacional ou domiciliar não acompanhada pela infraestrutura — reforçada pela redução de domicílios com coleta adequada, de 81,4% (2010) para 76,9% (2022), exatamente na mediana nacional.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram 25,1% entre 2010 e 2024, chegando a 121.032 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de energia cresceram 35,1% no período, para 2.884 tCO₂e, e as de resíduos aumentaram 1,6%, para 2.029 tCO₂e — ainda muito inferiores às medianas nacionais (18.929 e 6.191 tCO₂e, respectivamente), mas com trajetória de alta que merece monitoramento, especialmente diante da queda na coleta de esgoto, que pode pressionar futuramente as emissões de resíduos e o destino inadequado de efluentes.

Em síntese, Lutécia mantém posição relativamente favorável no cenário nacional em água, tratamento de esgoto e emissões totais, mas enfrenta deterioração recente na coleta de esgoto e no controle de perdas de água, exigindo investimento em expansão e manutenção da rede coletora para reverter a tendência observada desde 2022 e evitar impactos ambientais e sanitários futuros.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.3%

2024

78
13.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

80.5%

2024

70
18.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

30.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.0%

2024

53
29.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.9%

2022

50
5.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.3%

2022

60
44.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

121.032 tCO₂e

2024

54
25.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.029 tCO₂e

2024

88
1.6% no período

Emissões de energia

SEEG

2.884 tCO₂e

2024

89
35.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.