LuzernaSC
5.931 habitantes · IBGE 4210035
Resumo socioambiental
Luzerna/SC apresenta saneamento acima da média nacional, mas com sinais recentes de deterioração operacional que merecem atenção. A coleta de esgoto atingiu 100,0% (2021), muito acima da mediana nacional (87,8%) e da própria média catarinense (43,6%), colocando o município no percentil 100. O tratamento de esgoto também é robusto, em 73,2% (2022, percentil 71), quase o dobro da mediana nacional (37,7%), embora venha em queda desde o pico de 96,9% em 2019. Já a cobertura de água, de 88,0% (2022), recuou 1,3% no ano e rompeu uma trajetória de forte avanço que havia alcançado 99,5% em 2020-2021 — uma reversão que coincide com o salto expressivo da perda de água na distribuição, que passou de 31,4% (2021) para 46,3% (2022), nível bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%). Essa combinação sugere possível falha operacional ou de medição na rede, já que o aumento de perdas é incompatível com a queda de cobertura sem correspondente ampliação de demanda.
No recorte domiciliar do Censo, o quadro é menos favorável: apenas 71,2% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da média de SC (89,7%), com queda de 21,4% frente a 2010 — um dado que contrasta com os indicadores de cobertura municipal do SNIS e pode refletir diferenças metodológicas ou defasagem na expansão da rede para novos domicílios. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos é baixo, em 5,9% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que acima do padrão catarinense (3,2%).
Do ponto de vista climático, Luzerna apresenta desempenho comparativamente positivo: as emissões totais de GEE caíram para 49.238 tCO₂e (2024), redução de 30,8% desde 2010, ficando no percentil 21 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e). A queda é puxada principalmente pelo setor de energia, que recuou 45,7% no período, para 11.022 tCO₂e. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória ascendente, com 4.645 tCO₂e (2024, +39,1% desde 2010), o que dialoga com o desafio observado na gestão de esgoto e água: mesmo com cobertura formal elevada, a eficiência do sistema (perdas, tratamento) não acompanhou plenamente a expansão.
Em geologia hidroclimática, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 6 registros de seca, valor acima da mediana nacional (0) e coerente com o padrão da UF (percentil 79). A pequena potência hidráulica instalada (903 kW, estável desde 2010) é modesta frente à mediana nacional (10 MW), reforçando a baixa relevância de geração hidrelétrica local nas emissões do setor energético. Em síntese, Luzerna combina uma infraestrutura sanitária historicamente sólida com sinais recentes de perda de eficiência na rede de água, que devem ser monitorados para evitar retrocessos nos ganhos ambientais já consolidados.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
70.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
76.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
6.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
71.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
903 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
903 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
49.238 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.645 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.022 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
