MacaéRJ
264.138 habitantes · IBGE 3302403
Resumo socioambiental
Macaé apresenta saneamento acima da média nacional, com destaque para a cobertura de água, que atingiu 100,0% em 2022 — o topo da distribuição nacional (percentil 100), superando a mediana do Brasil (76,5%) e a média fluminense (89,1%). A coleta de esgoto também é elevada, em 90,2% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e bem superior à UF (72,7%), embora tenha recuado frente ao pico de 99,3% em 2019. O tratamento de esgoto, contudo, ainda é o elo mais fraco: 43,2% em 2022, próximo da mediana nacional (37,7%) mas abaixo do patamar estadual (56,6%), indicando que parte do esgoto coletado não é tratada antes do descarte. A perda de água na distribuição, de 25,9% (2022), é inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (48,6%), mostrando eficiência operacional relativamente boa, apesar da oscilação histórica marcante entre 2016 e 2018.
No eixo de resíduos sólidos, o município tem bom desempenho relativo: apenas 1,2% dos domicílios têm destino inadequado (2022), muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (2,0%), e conta com 3 unidades de destinação (2025), acima da mediana nacional (1 unidade). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram +100,6% desde 2010, atingindo 256.652 tCO₂e em 2024 — percentil 99 nacional —, um contraste que sugere aumento da geração ou tratamento de resíduos com maior pegada de carbono, mesmo com boa cobertura de coleta domiciliar (87,8% em 2022, também acima da mediana nacional).
O perfil de emissões totais é dominado pelo setor energético, refletindo a vocação petrolífera do município: as emissões de GEE somaram 5,33 milhões de tCO₂e em 2024 (percentil 98), com o setor de energia respondendo por 4,82 milhões de tCO₂e (percentil 100 na UF), fortemente correlacionado à presença de potência térmica fóssil de 2.315 MW, que cresceu 32,3% desde 2023. Apesar da queda de 18,3% nas emissões totais frente a 2010, a série é muito volátil, com picos superiores a 12 milhões de tCO₂e entre 2014 e 2015 e quedas abruptas em 2022–2023, sugerindo forte dependência de fatores externos ligados à produção de óleo e gás.
Na matriz energética renovável, Macaé é modesta: a potência solar está estagnada em 750 kW desde 2010 (percentil 47) e a biomassa, embora tenha crescido 786,9% no período, soma apenas 2 MW (percentil 33), aquém da mediana nacional (5 MW). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a análise de risco hidroclimático. Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento consolidada com um desafio ambiental estrutural ligado à matriz energética fóssil, que deve orientar prioridades de investimento em tratamento de esgoto, diversificação energética e mitigação de emissões industriais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.8%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
83.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
17.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
7
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
3
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2.318 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
2.315 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
0.1%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
5.330.728 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
256.652 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.822.098 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
