MacatubaSP
17.120 habitantes · IBGE 3528007
Resumo socioambiental
Macatuba/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima da média nacional, mas convive com um problema estrutural relevante na gestão hídrica. A cobertura de água chegou a 95,1% em 2022, praticamente equivalente à média do estado de São Paulo (95,2%) e muito superior à mediana nacional (76,5%, percentil 78). A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional) e o tratamento alcançou 83,9% em 2022, patamar bem acima da mediana do país (37,7%) e da própria média paulista (69,6%). Esse desempenho é sustentado por apenas 1 ETE no município, o que sugere operação concentrada e potencialmente sensível a picos de demanda.
O ponto crítico do dossiê é a perda de água na distribuição, que saltou de 24,9% em 2013 para 60,7% em 2022, um aumento de quase 50% no período recente e nível muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), colocando o município no percentil 93 (pior faixa) desse indicador. Essa perda elevada representa ineficiência operacional e desperdício de recursos hídricos, contrastando com os bons indicadores de cobertura e tratamento — ou seja, a água é tratada e distribuída, mas uma parcela expressiva se perde antes de chegar ao consumidor, o que merece atenção prioritária da gestão local.
Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores são favoráveis: 99,0% dos domicílios têm coleta (2022, percentil 99) e apenas 0,6% têm destino inadequado, ante mediana nacional de 14,9%. Essa boa cobertura, no entanto, não impede que as emissões de GEE ligadas a resíduos venham crescendo lentamente desde 2010 (10.786 para 10.909 tCO₂e em 2024, percentil 69), indicando que o desafio ambiental do setor está mais na geração e destinação final do que na coleta.
Do ponto de vista energético, chama atenção o crescimento expressivo da potência em biomassa, que passou de 80 MW para 130 MW entre 2023 e 2024 (+62,3%), colocando o município no percentil 95 nacional — um diferencial positivo relevante para a matriz energética local. Em contrapartida, as emissões totais de GEE somaram 136.082 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 49), com as emissões de energia subindo 17,9% no último ano (82.011 tCO₂e, percentil 79), refletindo provavelmente a intensificação da atividade industrial ou agroindustrial ligada à biomassa. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a análise de riscos hidroclimáticos atuais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
97.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
83.9%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
51.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
99.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
132 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
136.082 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.909 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
82.011 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
