Mãe d'ÁguaPB

3.624 habitantes · IBGE 2508703

IA

Resumo socioambiental

Mãe d'Água/PB apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu apenas 39,0% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 11 do país. Mais grave ainda é a trajetória: o indicador chegou a 85,0% em 2012, mas sofreu queda abrupta de -36,0% até 2019, mantendo-se estagnado desde então — um retrocesso significativo no acesso à água tratada. Em contraste, a perda de água na distribuição é baixíssima (1,2% em 2022, percentil 2), sugerindo eficiência operacional na rede existente, ainda que ela atenda parcela reduzida da população.

O esgotamento sanitário também é crítico: embora a coleta de esgoto tenha avançado para 80,2% em 2016 (dado mais recente disponível), o tratamento permanece em 0,0% desde 2009, ou seja, todo o esgoto coletado é descartado sem qualquer tratamento — situação que contrasta com a mediana nacional de 37,7% e a estadual de 42,7%. Pelo Censo IBGE, o percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos ainda é de 29,8% em 2022 (percentil 74, entre os piores do país), apesar de queda de -26,2% desde 2010, evidenciando déficit estrutural que segue acima da mediana nacional (14,9%).

Do ponto de vista climático, o município figura entre os de menor emissão de GEE do Brasil, com resultado líquido negativo de -12.936 tCO₂e em 2024 (percentil 3), indicativo de sequestro de carbono superior às emissões, provavelmente associado a uso do solo e vegetação. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram +16,4% entre 2010 e 2024, atingindo 2.338 tCO₂e — tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada de resíduos domiciliares. As emissões de energia também cresceram +70,7% no período, para 1.143 tCO₂e, embora permaneçam em nível baixo frente ao Brasil (percentil 3).

Por fim, os registros hídricos da ANA mostram forte incidência de seca em 2016 (17 registros, percentil 97), sem ocorrências de cheia no mesmo ano, reforçando a vulnerabilidade climática típica do semiárido paraibano. Esse cenário reforça a urgência de investimentos em ampliação e recuperação da cobertura de água, implantação de tratamento de esgoto e melhoria na gestão de resíduos sólidos, medidas que, além do ganho sanitário direto, tendem a conter o crescimento das emissões associadas a resíduos e a fortalecer a resiliência do município frente à escassez hídrica.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.7%

2024

24
12.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

80.2%

2016

6.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

Perda de água

SNIS/SINISA

65.5%

2024

7

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.1%

2022

39
17.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.8%

2022

26
26.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-12.936 tCO₂e

2024

97
440.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.338 tCO₂e

2024

84
16.4% no período

Emissões de energia

SEEG

1.143 tCO₂e

2024

97
70.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.