Magalhães BarataPA

8.428 habitantes · IBGE 1504109

IA

Resumo socioambiental

Magalhães Barata apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no manejo de resíduos sólidos, mas fragilidades estruturais no saneamento hídrico. A cobertura de água atingiu 46,6% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 17 — entre os piores do país nesse quesito. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou de patamares próximos a 20% (2010-2011) para 51,3% em 2022, superando a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (34,5%), colocando o município no percentil 86 de ineficiência. Essa combinação sugere rede de abastecimento deteriorada, com desperdício crescente coexistindo com baixa cobertura à população.

Em contraste, a gestão de resíduos domiciliares evoluiu de forma notável: a coleta de lixo passou de 37,5% dos domicílios em 2010 para 81,4% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a média paraense (71,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 62,5% para 17,8% no mesmo período — próximo à mediana nacional (14,9%) e melhor que o estado (23,2%). Essa melhoria reflete-se no aumento das emissões de resíduos no SEEG, que subiram 92,1% desde 2010, atingindo 4.187 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que a formalização da coleta trouxe maior rastreabilidade das emissões, sem representar necessariamente piora ambiental líquida.

O balanço de emissões totais de GEE do município foi de 113.173 tCO₂e em 2024, com queda de 9,6% frente a 2010, posicionando-se próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 44) e muito distante da escala estadual, dominada por grandes fontes. As emissões de energia permanecem baixas (2.349 tCO₂e, percentil 9), refletindo o pequeno porte da matriz energética local. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para 2016, o que limita a análise de riscos hidroclimáticos, mas não deve ser interpretado como ausência de vulnerabilidade dada a defasagem da série.

Em síntese, o principal desafio de política pública é o setor de água: a alta perda hídrica associada à baixa cobertura exige investimento prioritário em infraestrutura de distribuição, sob risco de perpetuar ineficiência e insegurança hídrica, mesmo diante dos ganhos consistentes já obtidos na gestão de resíduos sólidos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.5%

2024

18
1.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

37.7%

2024

32
72.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.4%

2022

59
117.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.8%

2022

44
71.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

113.173 tCO₂e

2024

56
9.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.187 tCO₂e

2024

64
92.1% no período

Emissões de energia

SEEG

2.349 tCO₂e

2024

91

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.