MagdaSP

3.212 habitantes · IBGE 3528304

IA

Resumo socioambiental

Magda/SP apresenta um saneamento básico robusto, com destaque para a coleta de esgoto em 100,0% (2021) e tratamento também em 100,0% (2022), ambos muito acima das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e superiores à média do estado de São Paulo (94,6% e 69,6%). Esse desempenho posiciona o município no percentil 93 nacional para tratamento de esgoto, um resultado consistente desde 2016, quando o índice saltou de 84,2% para 100,0%. Já a cobertura de água, embora ainda alta em termos absolutos (82,9% em 2022), sofreu queda de -4,0% no último ano e recuou de forma expressiva frente ao pico de 97,5% em 2021, ficando abaixo da média estadual (95,2%), embora ainda acima da mediana nacional (76,5%). Essa reversão recente merece atenção dos gestores, sobretudo porque a perda de água no sistema, embora tenha caído -18,3% no ano e esteja em nível bem inferior às referências nacional (29,9%) e estadual (32,1%), apresentou oscilações históricas relevantes.

Do lado da gestão de resíduos, o destino inadequado de domicílios caiu significativamente, de 11,8% (2010) para 6,1% (2022), uma redução de -47,9%, ainda que acima da média estadual (1,0%). A coleta domiciliar atingiu 88,9% (2022), próxima do índice paulista (89,7%) e acima da mediana nacional (76,9%). Esses avanços em coleta não se refletiram, contudo, na redução das emissões de resíduos, que subiram +9,4% em 2024 (3.940 tCO₂e), mantendo-se abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas indicando que o crescimento da cobertura de coleta ainda não vem acompanhado de tratamento mais eficiente dos resíduos gerados.

No campo climático, as emissões totais de GEE recuaram -23,7% em 2024, atingindo 119.056 tCO₂e, valor próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e representando o menor patamar da série histórica desde 2016. Esse resultado positivo contrasta, porém, com o aumento expressivo das emissões de energia, que cresceram +31,7% na última medição (46.215 tCO₂e), bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 68, sinalizando que a matriz energética local tem sido o principal vetor de pressão emissora do município, mesmo com a queda nas emissões totais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, o que impede uma análise de risco hidrológico mais aprofundada com os dados disponíveis. Em síntese, Magda apresenta um saneamento de esgoto exemplar e avanços consistentes na gestão de resíduos domiciliares, mas exige atenção da gestão pública para a recente queda na cobertura de água e para o crescimento das emissões associadas ao setor energético, que podem comprometer os ganhos ambientais obtidos nos demais indicadores.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.9%

2024

80
6.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

91.0%

2024

85
9.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

21.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

4.0%

2024

99
76.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.9%

2022

75
0.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.1%

2022

71
47.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

119.056 tCO₂e

2024

54
23.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.940 tCO₂e

2024

66
9.4% no período

Emissões de energia

SEEG

46.215 tCO₂e

2024

32
31.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.