MairiBA

18.161 habitantes · IBGE 2920106

IA

Resumo socioambiental

Mairi/BA apresenta em 2022 cobertura de água de 59,7%, valor abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 30 do país. A série histórica mostra oscilação constante desde 2008, sem tendência clara de melhoria, com queda de 1,3% no último ano registrado. Mais crítica é a situação de esgotamento sanitário: a coleta de esgoto caiu de 100% em 2011 para 0,0% em 2020, e o tratamento de esgoto é nulo desde ao menos 2011, enquanto a mediana nacional de tratamento em 2022 é de 37,7% e a da Bahia, 53,1%. Esse colapso no serviço de esgoto é coerente com o indicador de destino inadequado de domicílios, que embora tenha melhorado (de 33,6% em 2010 para 22,6% em 2022, queda de 32,7%), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a estadual (17,1%), colocando o município no percentil 64 (pior que a maioria).

Do lado positivo, a perda de água na distribuição está em 14,2% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), situando Mairi no percentil 13 — um dos melhores desempenhos do país nesse quesito, apesar da forte variabilidade histórica (chegou a 33,9% em 2013). A coleta domiciliar de resíduos atingiu 68,4% em 2022, com leve avanço de 3,0% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,9%) e próxima da média estadual (69,0%).

Nas emissões de GEE, o município saltou de valores próximos de zero ou negativos entre 2018 e 2022 para 139.591 tCO₂e em 2024, alta de 35,4% em um ano, ficando praticamente no percentil 50 nacional. As emissões de resíduos cresceram de forma constante e alcançaram 9.012 tCO₂e em 2024 (+46,2% desde 2010), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 65) — tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a cobertura parcial de coleta de resíduos, que juntas pressionam as emissões do setor. As emissões de energia (14.971 tCO₂e) estão abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), percentil 45.

Em recursos hídricos, o único registro disponível (2016) indica 12 ocorrências de seca observada, acima da mediana nacional (0) e próximo do percentil 90, sinalizando vulnerabilidade à escassez hídrica, sem registros de cheia no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,281), reforçando a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento para reverter o quadro de vulnerabilidade combinada entre abastecimento insuficiente, ausência de tratamento de esgoto e risco de seca.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.2%

2024

48
17.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

77.1%

2024

66
22.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

11.3%

2024

92
42.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.4%

2022

37
3.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.6%

2022

36
32.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

139.591 tCO₂e

2024

50
35.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.012 tCO₂e

2024

37
46.2% no período

Emissões de energia

SEEG

14.971 tCO₂e

2024

55
20.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.