MairinqueSP
51.660 habitantes · IBGE 3528403
Resumo socioambiental
Mairinque apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no saneamento nas últimas duas décadas, mas retrocessos recentes que merecem atenção da gestão municipal. A cobertura de água caiu para 80,2% em 2022, recuo de -14,3% frente aos anos de universalização plena (100% entre 2015-2017 e em 2019), ficando abaixo da média estadual (95,2%), embora ainda acima da mediana nacional (76,5%). A perda de água na distribuição, por outro lado, mostra melhora estrutural relevante: caiu de 54,4% em 2009 para 29,4% em 2022 (-46%), posicionando o município próximo à mediana nacional (29,9%) e ligeiramente melhor que a UF (32,1%), o que indica ganhos reais de eficiência operacional apesar da oscilação na cobertura.
No esgotamento sanitário, a coleta atingiu 93,4% em 2021, evolução de +14,9% desde 2009 e acima da mediana nacional (87,8%), aproximando-se do patamar estadual (94,6%). Contudo, o tratamento de esgoto é o ponto mais crítico do dossiê: após uma década inteira em 0%, o índice saltou para apenas 21,4% em 2022 — ainda distante da mediana nacional (37,7%) e muito aquém da média paulista (69,6%, percentil 41). Essa lacuna entre coleta (alta) e tratamento (baixo) sinaliza que volume significativo de esgoto coletado ainda é lançado sem tratamento adequado, com potencial impacto em corpos hídricos locais.
Do lado dos resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são favoráveis: 86,2% de domicílios com coleta (2022) acima da mediana nacional (76,9%) e apenas 1,6% com destino inadequado, próximo do patamar estadual (1,0%, percentil 10). Entretanto, essa boa gestão doméstica contrasta com o desempenho em emissões: as emissões de resíduos somaram 26.120 tCO₂e em 2024, crescimento de +25,8% desde 2010 e no percentil 87 nacional — muito acima da mediana do país (6.191 tCO₂e) —, sugerindo que a destinação final, apesar de formalmente adequada, gera carga de emissões elevada, possivelmente por disposição em aterro sem aproveitamento energético do metano, corroborado pela existência de apenas 1 unidade de destinação registrada.
O balanço de emissões totais de GEE ficou em 124.261 tCO₂e em 2024, com variação de +2,5% desde 2010 e próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 47). O destaque negativo recente é o setor de energia, cujas emissões saltaram +42,5% no período, atingindo 104.972 tCO₂e em 2024 (percentil 82), impulsionadas por forte alta em 2023-2024. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (ANA, 2016), mas a combinação de saneamento incompleto, perdas hídricas ainda relevantes e emissões crescentes em energia e resíduos aponta para a necessidade de investimentos prioritários em ampliação do tratamento de esgoto e em eficiência energética/gestão de resíduos para reverter
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
81.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
24.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
124.261 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
26.120 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
104.972 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
