Major IsidoroAL
17.834 habitantes · IBGE 2704401
Resumo socioambiental
Major Isidoro/AL apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores substancialmente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 39,9% em 2024, muito aquém da mediana nacional (73,2%) e da média de Alagoas (72,8%), posicionando o município no percentil 12 — entre os piores do país. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 72,6% em 2024, quase 2,5 vezes a mediana nacional (29,1%) e superior até à média estadual (63,1%), colocando o município no percentil 95 de ineficiência. Essa combinação indica que a infraestrutura hídrica é simultaneamente insuficiente em alcance e ineficiente na operação, sugerindo urgência de investimentos em manutenção de redes e ampliação de cobertura.
O esgotamento sanitário reforça esse cenário de deficiência estrutural. Embora a coleta domiciliar tenha avançado de 53,7% (2010) para 62,5% (2022), o município ainda está abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), no percentil 29. Paralelamente, o destino inadequado de dejetos, apesar da melhora de 46,3% para 36,8% no mesmo período, permanece 2,5 vezes acima da mediana nacional (14,9%) e quase 3 vezes a média de Alagoas (13,0%), no percentil 82 — entre os piores do Brasil. Essa carência de tratamento adequado de esgoto tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 11.297 tCO₂e em 2024, valor quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que a gestão inadequada de dejetos e resíduos sólidos também pressiona o balanço de gases de efeito estufa do município.
No cômputo geral de emissões, Major Isidoro registrou 114.159 tCO₂e em 2024, patamar próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 44), com leve alta de 1,0% em relação a 2023, após pico de 153.440 tCO₂e naquele ano. As emissões de energia cresceram 12,6% no último ano, para 11.950 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto os resíduos seguem como o setor mais desproporcional frente ao referencial nacional.
Por fim, os registros históricos de eventos hidrológicos (2016) mostram ausência de cheias, mas 20 registros de seca, reforçando a vulnerabilidade climática típica do semiárido alagoano — o que amplia a criticidade da baixa cobertura e alta perda de água, já que a escassez hídrica se soma à ineficiência na distribuição do recurso disponível. O quadro geral aponta para a necessidade prioritária de investimentos em redução de perdas hídricas e ampliação do esgotamento sanitário, com potencial ganho conjunto na mitigação de emissões de resíduos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
39.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
72.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
114.159 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.297 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.950 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
20
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
