Malhada de PedrasBA

8.972 habitantes · IBGE 2920304

IA

Resumo socioambiental

Malhada de Pedras/BA apresenta quadro socioambiental preocupante, com deficiências estruturais em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 47,1% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 18 do país. Apesar do crescimento de 15,5% desde 2010, a série histórica mostra oscilações, incluindo recuo entre 2019 e 2021. A perda de água, indicador em que menor é melhor, chegou a 25,3% em 2024, ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (34,5%), mas ainda representa desperdício expressivo considerando a baixa cobertura já existente — ou seja, o município perde parte significativa de uma água que já atende poucos domicílios.

O cenário de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Apenas 41,7% dos domicílios possuem coleta de esgoto (2022), muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), colocando o município no percentil 9. Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 57,7% dos domicílios, valor extremamente elevado frente à mediana nacional (14,9%) e à UF (17,1%), posicionando Malhada de Pedras no percentil 96 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência sanitária ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 2.379 para 3.066 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+28,9%), embora esse volume ainda esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE somaram 42.045 tCO₂e em 2024, com alta de 21% desde 2010, mas ainded abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 17. Chama atenção o forte crescimento das emissões de energia, que mais que dobraram no período (+119,1%, chegando a 10.859 tCO₂e), sinalizando aumento do consumo energético local, possivelmente associado à eletrificação rural ou à ampliação de atividades produtivas. Já os registros de eventos hidrológicos extremos revelam maior exposição a episódios de seca (12 registros em 2016, percentil 90) do que a cheias (0 registros, percentil 53), reforçando a vulnerabilidade do município a estiagens, contexto que agrava a pressão sobre um sistema de abastecimento de água já frágil e com perdas elevadas.

Em síntese, o município apresenta lacunas estruturais graves em saneamento, especialmente no esgotamento sanitário, que se refletem no aumento das emissões de resíduos e ampliam a vulnerabilidade a secas. Embora as emissões totais de GEE permaneçam abaixo da mediana nacional, o crescimento acelerado das emissões de energia e a baixa cobertura de água e esgoto indicam a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura sanitária e hídrica para reduzir riscos socioambientais e melhorar a qualidade de vida da população.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.1%

2024

18
15.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.3%

2024

60
81.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

41.7%

2022

9
7.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

57.7%

2022

4
5.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.045 tCO₂e

2024

83
21.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.066 tCO₂e

2024

75
28.9% no período

Emissões de energia

SEEG

10.859 tCO₂e

2024

62
119.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.