MaltaPB
6.259 habitantes · IBGE 2508802
Resumo socioambiental
Malta/PB apresenta em 2022 cobertura de água de 100,0%, superando amplamente a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 91 do país. Contudo, esse avanço convive com perda de água elevada, de 53,4%, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à UF (37,3%), colocando o município no percentil 87 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A série histórica mostra oscilação relevante na perda hídrica, sem tendência clara de melhora, o que indica ineficiência operacional persistente no sistema de abastecimento, mesmo com a universalização formal do acesso à água.
No saneamento, a cobertura de coleta domiciliar chegou a 89,4% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%), com percentil 76. O destino inadequado de resíduos domiciliares caiu para 10,4% (-28,2% desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), no percentil 40 — um resultado positivo. Essa melhora na destinação de resíduos, entretanto, não se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 26,1% entre 2010 e 2024, atingindo 2.943 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória ascendente que merece atenção, possivelmente ligada ao aumento populacional ou à geração per capita de resíduos.
Em emissões totais de GEE, Malta registrou 10.241 tCO₂e em 2024, com queda de 41,3% frente a 2010, embora a série mostre grande volatilidade, com picos em 2021-2022 (acima de 20 mil tCO₂e) provavelmente associados a mudanças no uso da terra. O município está no percentil 5 nacional, ou seja, entre os menores emissores do país, muito distante da mediana (138.513 tCO₂e) e da UF. As emissões de energia cresceram 19,5% no período, mas permanecem baixas em termos absolutos (4.130 tCO₂e, percentil 17). Destaca-se a capacidade solar instalada de 27 MW, estável desde 2018 e muito acima da mediana nacional (908 kW), no percentil 84 — um ativo relevante para a matriz energética local, embora sem expansão recente.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 indicam maior exposição à seca (11 registros, percentil 88) do que a cheias (1 registro, percentil 76), sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a importância de reduzir as perdas no sistema de água, tema que segue como o principal ponto crítico da gestão socioambiental do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
71.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
24.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
27 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
27 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
27 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
10.241 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.943 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.130 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
