MandaguaçuPR
33.752 habitantes · IBGE 4114104
Resumo socioambiental
Mandaguaçu apresenta situação mista no saneamento básico, com destaque positivo para o abastecimento de água, cuja cobertura atingiu 96,0% em 2024 — bem acima da mediana nacional (73,2%) e superior à média do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 87. Contudo, a série histórica revela oscilação preocupante: após permanecer em 100% entre 2012 e 2022, o indicador caiu para 89,3% em 2023 e recuperou-se parcialmente em 2024, sinalizando possível instabilidade operacional. A perda de água na distribuição, de 27,4% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%), mas cresceu 34,4% desde 2010, indicando degradação progressiva da eficiência da rede que merece atenção.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto atinge apenas 35,0% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (82,9%), posicionando Mandaguaçu no percentil 27 — entre os piores do país. O tratamento, em 32,5%, está próximo da mediana nacional (33,3%) mas distante da média paranaense (78,8%). Chama atenção que ambos os indicadores atingiram picos superiores a 55% entre 2018 e 2021, seguidos de forte retrocesso a partir de 2023, sugerindo possível desativação ou subutilização da única ETE registrada no município (2020). Essa deficiência no tratamento de esgoto contrasta com o bom desempenho na gestão de resíduos sólidos domiciliares: a coleta atende 93,1% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 2,9%, entre os melhores índices do país (percentil 16).
No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 212.899 tCO₂e em 2024, valor acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 62. O crescimento de 10,8% na última medição é impulsionado principalmente pelas emissões de resíduos, que dispararam 95,6% desde 2010, atingindo 12.889 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional e no percentil 73. Essa trajetória ascendente das emissões de resíduos guarda relação direta com a fragilidade do tratamento de esgoto e a possível decomposição de matéria orgânica sem tratamento adequado. As emissões de energia, embora ainda elevadas frente ao padrão nacional (percentil 72), mostraram recuo de 7,7% no último ano, um sinal parcialmente positivo.
Em síntese, Mandaguaçu combina bom desempenho em água e resíduos sólidos domiciliares com deficiências estruturais graves no esgotamento sanitário, que se refletem no aumento das emissões de resíduos e no comprometimento potencial de corpos hídricos locais. A retomada dos níveis de tratamento observados entre 2018 e 2021 deveria ser prioridade da gestão municipal, dado o impacto direto sobre a saúde pública e o desempenho ambiental do município frente aos parâmetros estadual e nacional.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
35.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
32.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2012
Clima
Emissões de GEE
SEEG
212.899 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.889 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
56.338 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
