MandiritubaPR

28.761 habitantes · IBGE 4114302

IA

Resumo socioambiental

Mandirituba/PR apresenta saneamento básico ainda aquém dos padrões estaduais e nacionais, embora em trajetória de melhora consistente. A cobertura de água atingiu 66,1% em 2022, avanço de 27% desde 2008, mas fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante do Paraná (96,1%), posicionando o município no percentil 37. A coleta de esgoto saltou de patamares residuais (5,7% em 2007) para 55,4% em 2021, salto expressivo puxado por investimentos a partir de 2016, porém ainda inferior à mediana nacional (87,8%) e à UF (89,9%). O tratamento de esgoto acompanha padrão semelhante, alcançando 33,9% em 2022, próximo da mediana brasileira (37,7%) mas distante do desempenho paranaense (78,7%), sustentado por apenas 1 ETE no município — mesmo número da mediana nacional, mas irrisório frente às 279 unidades do estado.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 23,3% em 2022, permanece um ponto de atenção operacional, ainda que abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%). Do lado da gestão de resíduos sólidos, houve avanço relevante: o destino inadequado de domicílios caiu de 23,6% (2010) para 9,0% (2022), redução de quase 62%, ficando melhor que a mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do padrão paranaense (5,6%). A coleta domiciliar de resíduos evoluiu para 83,1%, superando a mediana nacional (76,9%), mas o município conta com apenas 1 unidade de destinação, refletindo baixa capacidade infraestrutural própria, compatível com a mediana nacional, mas muito aquém das 53 unidades médias do estado.

Do ponto de vista climático, o quadro é mais preocupante. As emissões totais de GEE somaram 395.553 tCO₂e em 2024, alta de 66,1% desde 2010, posicionando o município no percentil 76 nacional — bem acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). O setor de energia é o principal responsável por esse crescimento, com emissões subindo 183,1% no período, atingindo 393.161 tCO₂e e percentil 95 nacional, indicando forte dependência de fontes emissoras associada à matriz energética local. As emissões de resíduos, embora de magnitude menor (13.233 tCO₂e), cresceram 32,5% desde 2010, evolução coerente com o aumento populacional e da coleta domiciliar, mas que reforça a necessidade de tratamento adequado do lixo para conter externalidades climáticas.

Em segurança hídrica, o índice de 4,000 (2035) iguala a mediana nacional e aproxima-se do valor da UF (4,175), com percentil 88, indicando relativa resiliência frente a eventos de cheia e seca, sem registros históricos reportados em 2016. Em síntese, Mandirituba avançou significativamente em saneamento e destinação de resíduos nas últimas décadas, mas ainda opera abaixo dos padrões estaduais em água e esgoto, enquanto enfrenta trajetória de crescimento expressivo nas emissões de GEE, sobretudo energéticas — um descompasso que sugere priorizar tanto a ampliação do tratamento de

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.0%

2024

27
14.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

22.7%

2024

17
163.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

37.9%

2024

53
563.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.7%

2024

65
20.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.1%

2022

62
8.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.0%

2022

64
61.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2023

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

395.553 tCO₂e

2024

24
66.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.233 tCO₂e

2024

26
32.5% no período

Emissões de energia

SEEG

393.161 tCO₂e

2024

5
183.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.